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O Marão…
Agora estou na Pousada do Marão… Para trás ficou Moncorvo, Vila Flor, Mirandela e Vila Real… Cheio de sono, vinha há uns quantos quilómetros com vontade de parar… É estranho como não há cafés nem áreas de serviço no IP4, entre Mirandela e Vila-Real! Será que descansar e tomar um café não faz parte das necessidades, e direitos, de quem conduz? Na rádio apenas me lembram que na Páscoa de 2008 morreram 12 pessoas na estrada… Enquanto procuro onde parar não posso deixar de pensar que talvez alguma delas não tenha encontrado um bom local para descansar, na hora certa…
Nunca aqui tinha parado, mas várias vezes tive vontade de o fazer. Na sala, muito acolhedora, com sofás de couro e uma lareira ainda acesa, apenas mais dois homens. Discutem, em voz alta, o preço exorbitante do café… Fazem contas a quanto custariam 10, depois 20 e por fim desistem como Guteres… Pensam ainda em escudos e ignoram-me completamente!…
Não reparei no preçário e tento distanciar-me da conversa dos dois homens escrevendo e olhando para a paisagem deslumbrante… Sei que o café, que acabo de tomar, não será barato mas nas áreas de serviço das autoestradas também não é!
Aqui pelo menos o ambiente vale cada cêntimo que terei que pagar… ou melhor, valeria se aqueles dois, que se lembraram de parar aqui, se calassem…
Logo hoje, que eu parei também!
O Garfo 2.
Estamos agora em Alfândega da fé para almoçar. O restaurante é o mesmo de sempre e é aquele que nesta pequena vila de T-o-M aconselho.
Ontem, ao jantar, a ementa tinha apenas peixe. Bacalhau, polvo, salmão e até robalo. Era dia de peixe, disseram-nos, e nós, obedientes, comemos bacalhau sem nos arrependermos.
Hoje a escolha é entre leitão e grelhada mista de carnes. Escolhemos leitão, e escrevo enquanto esperamos por ele…
Começo a sentir-me um pouco em casa cada vez que aqui volto. O meu pai comenta, a cada vez, que já aqui voltamos a comer. É verdade, já aqui estivemos outras vezes e espero voltar a estar muitas mais, principalmente nos almoços de verão onde, desde há alguns anos, juntamos neste restaurante grande parte da família.
Se passarem por Alfândega da fé, experimentem…. Tenho quase a certeza que não se arrependerão.
A roda…
Estou na serra…
Bem cá no cimo, no café, a tomar o pequeno almoço…
Aqui a Internet funciona um pouco melhor.
Há pouco, uma porta aberta deixou antever o carro do “homem das vacas”. O carro onde ainda andei. O carro que não ia à oficina, mas que o carpinteiro visitava, neste mesmo local onde ainda hoje se encontra, e arranjava enquanto um miúdo o observava atentamente…
O carro, parado talvez há mais de uma década, vai ficando cada vez mais degradado… As madeiras acabam por dar sinal da passagem do tempo. As rodas, de ferro, resistem ainda que, provavelmente, nunca mais voltem a fazer barulho pelas ruas da aldeia.
Origens…
Alguma coisa me chama a esta terra, que teimo em chamar minha, quando dias de festa se aproximam.
Tenho que do longe fazer perto para ir respirar esse ar da minha serra que talvez me mantenha de pulmões cheios por mais uns meses.
É para lá que vou ainda hoje, daqui a pouco, pois sei que aqui já pouco ou nada farei!
Votos renovados de Boa Páscoa a todos.
Sábado
foto: Sábado
Se comprarem a revista Sábado, esta semana, saibam que nasci a 4km do local onde foi tirada a foto da capa…
Depois, subi um pouco mais a Serra (de Bornes) e vivi apenas a 2.
É lá a minha terra…
Será sempre,
esse cantinho de Trás-os-Montes que agora tem honra de capa de revista,
a minha terra.











