Havia neve, ainda

casa_velha

Publicado em: 20 de February de 2010

Fugir ao estereótipo

A imagem da esquerda representa o grande Charles Chaplin e foi obtida na página que lhe dedicam no site IMDB.

Descobrimo-la ontem quando, como de costume, procurávamos referências de filmes e as suas cotações neste site. Gosto desta gigantesca base de dados sobre cinema e, normalmente, uma avaliação acima de 7 é sinal de que o tempo não será perdido.

Ontem fiquei agradavelmente surpreendido ao verificar que para representarem o homem não utilizaram a personagem.

Normalmente confundimos ambos e a personagem passa a representar a pessoa, como se esta deixasse simplesmente de existir. Acredito que o Charles tenha sido  mais que Charlo, embora  este já tenha sido muito.

Passa-se um pouco a mesma coisa quando temos em mãos um trabalho de investigação, como notava um amigo há já uns anos…

Antes de nos perguntarem como vamos, cada vez que nos encontram,  perguntam-nos pela tese!

Parabéns à IMDb, por não ter escolhido uma das mais evidente e, já agora…

…Eu também estou bem,  obrigado!

Amigos Improváveis

O humor francês é um humor especial!

Não é tão refinado como o inglês, nem tão fácil como o americano. Quem viu algum dos “Taxi” ou “Bem – Vindo ao Norte” sabe do que falo. É este humor que encontramos também nos “Amigos improváveis” embora encontremos muito mais que isso.

Baseado numa história real, o filme conta a amizade entre dois homens que à partida pouco parecem ter em comum.

Philippe, um aristocrata muito rico, está farto do politicamente correto, está farto da vida monótona num corpo tetraplégico. Driss acabou de sair da cadeia e é um jovem habituado a desenrascar-se. Juntos vão descobrir-se ao longo do filme e vão ganhando uma cumplicidade que parece pouco provável em amigos improváveis!

Um filme a ver, certamente, ainda que, na minha opinião, a escolha de um ator muito mais escuro que o homem que representa pudesse ter sido evitada!

Trailer

Sobre a história verdadeira: Parte 1; Parte 2; Parte 3

 

O Google hoje está assim

Adriana Calcanhoto – Devolva-me

Continuando em brasileiro, mas num registo completamente diferente!

Publicado em: 25 de November de 2008

Fotos que gostava de ter tirado (82)

41_anosPorque há mulheres bonitas que fazem 41 anos em Maio.

Créditos: REUTERS/Mario Anzuoni

Publicado em: 3 de May de 2010

Onde cabem 28, cabem 30!

Onde cabem 28, cabem 30!
Nos berçários, onde cabem 8, cabem 10… Se forem um pouco mais velhos, onde cabem 10 cabem 14 ou, se já conseguirem andar sozinhos, onde cabiam 15, metemos 18!
Nos lares de idosos, onde cabem 100, cabem 120.

Quanto às galinhas, onde cabem 1000, cabem 1300 ou 1400…
Parece que tudo se resolve aumentando o número por metro quadrado…

Afinal é tudo uma questão de poupança… de espaço.

O estranho é que o primeiro sinal de alarme venha precisamente pelas galinhas que, pelo que parece, terão que começar a fazer o inverso do que se preconiza para as crianças!

Uma visita pela manhã!

Confesso que quando a campainha toca pela manhã fico reticente… Normalmente é o carteiro que traz algo que é preciso assinar e não costumo gostar do conteúdo das cartas que me traz quando preciso de assinar!  Costumam ser   multas ou avisos de cobranças das finanças… Ou seja, normalmente, é o estado a reclamar mais uma contribuição para tirar o país da miséria, arranjando uma desculpa esfarrapada para tal!

Hoje, no entanto, a campainha tocou e não era o carteiro. Hoje eras tu, que, pela primeira vez, passaste e quiseste subir para me dizer bom dia. Hoje foi um dia diferente porque, pela primeira vez, subiste sem ser o dia nem a hora a que  costumas subir. Hoje subiste e, em breves minutos, fizeste de mim o pai mais feliz do mundo.

Obrigado princesa, há gestos e momentos que valem mais que palavras… O dia começa bem melhor com um beijo teu.

Afinal, quem manda aqui?

Oiço as notícias sobre o desalojamento dos “ocupas” que se instalaram numa escola de um bairro do Porto! Parece-me gente perigosa, e parece-me bem que, pelo menos três, estejam presos neste momento. Afinal somos um país de “pessoas dispostas a sacrificar-se e a trabalhar mais“, mas sempre sob as ordens de alguém que nos explique como e quando fazê-lo.

Parece que os “ocupas” do Porto organizavam atividades gratuitas para a população do bairro. A escola estava vazia há 5 anos, mas não era razão para ser ocupada, recuperada por um projeto desses!

Pelo que oiço na notícia, o projeto  parece bom, interessante, válido. Os “ocupas” têm trabalhado e estão dispostos a continuar a trabalhar gratuitamente a favor de um bairro desfavorecido.

No entanto, é de lamentar que não trabalhem sob as ordens de um Doutor que, num gabinete da Câmara, defina  como e quando o devem fazer. Que defina os objetivos, as competências a desenvolver as  metodologias a seguir!

Parece-me que é gente que pensa por si e, por isso, é preciso ter muito cuidado com ela!

Somos um país de piegas, mas de piegas mansos e que não devem pensar muito e, sobretudo, que não devem ter iniciativa própria!

Aceitamos e compreendemos tudo o que nos prescrevem! Afinal garantem-nos esmolas para todos aqueles que estão  abaixo do limiar da pobreza. Quanto aos pobres, esses, que paguem… Afinal ou o fazem eles ou será preciso ir buscar algum dinheiro aos mais ricos!

Gente que pensa, que tem iniciativa é perigosa… Mostrem-lhes bem quem afinal manda por cá!

Ponto de encontro

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