Vi o filme em 1997, quando esteve nos cinemas pela primeira vez, e sempre achei que a reposição em versão 3D seria apenas uma grande golpada para, aproveitando o centenário do naufrágio, fazer dinheiro fácil.
Contudo, em 1997 a Inês não era ainda nascida. O André, esse, disse durante alguns anos ser o Titanic o seu filme favorito. Quando há pouco tempo falamos disso, não negou, mas disse, com um sorriso envergonhado, que esse tinha sido o filme favorito de todos os miúdos da sua idade… Talvez tenha razão, e isso só aumentava a pertinência de o revermos os três!
Aconteceu hoje, esta tarde, embora não na sua versão 3D. Optamos pela versão de 97, em DVD, porque a crise não está para tantas dimensões!
Julgo que já toda a gente tenha visto o filme, pelo menos uma vez, em duas ou em três dimensões. Pelo que me toca, voltei a gostar. Não é só a história de um barco. Cameron soube juntar na sua história a história de pessoas e ainda a história de um amor. Um amor daqueles com que todos sonhamos e que, por vezes, pensamos só existirem no cinema!
Quando gelavam na água, e a morte estava certa, o rapaz diz para a rapariga que foi uma sorte ter ganho aquela viagem num jogo de poker! Pouco antes dessa cena, eu pensava para comigo exactamente o contrário. Morria por ter ganho um jogo de poker.
No entanto, penso que ele tinha razão. Cameron conseguiu filmar, além da história de um barco, a história de um amor e todos os românticos compreenderão que passar pela vida sem viver, pelo menos, uma vez um amor desses é muito pior que a morte. É quase o como se nunca tivéssemos nascido!
Vejam ou revejam… em duas ou em três dimensões!