Category: vida

Por que não chamar-lhe amor?

“Nós vencedores” é o título de um programa da Antena 1, da autoria de Sónia Santos.

Por vezes, quando volto para casa, oiço os pouco mais de seis minutos diários de emissão. A ideia é simples, trazer à antena relatos, na primeira pessoa, de gente que venceu! E o que venceu esta gente?  Todas as semanas o tema varia e as conversas podem ser com pessoas que venceram a crise, o cancro ou um vício…

São, geralmente, pessoas positivas, que não se deixaram abater perante os problemas ou que, simplesmente, resistiram como já poucos o fazem!

O tema desta semana é o amor!

Os vencedores são pessoas que estão juntas  e continua a amar-se (ou a afirmá-lo) ao fim de 50 ou mais anos.

Ouvi o casal de hoje e senti essa paixão!

Como se sente a paixão nas ondas de uma rádio?

A determinada altura confidenciava a senhora que ainda adormeciam todas as noites de mãos dadas… Claro que durante a noite as largavam, mas continuavam a adormecer assim ao fim de mais de 50 anos a dormirem juntos. A jornalista aproveitou  para explicar aos ouvintes que era também de mãos dadas que gravavam o programa.

Podendo enganar-me, como faço tantas vezes, para mim essas provas bastam!

Se depois de 50 anos continuam a dar as mãos para dormir, ou para dar entrevistas, há alguma coisa de muito forte a ligar estas duas pessoas.

Por que não chamar-lhe amor?

 

O meu puto, quando já quase não era puto!

O meu puto, quando era puto!

O meu puto, quando era puto!

O meu puto, quando era puto!

O meu puto!

O meu puto, quando ainda era puto….
mas,
embora mais velho,
e hoje mais um pouco,
será sempre o meu puto!

 

Nunca percas esse sorriso!

Um dia tinha que acontecer…

Quem por aqui passa, mesmo sem ler, sabe que de vez em quando gosto de ver uns filmes… Aqui escrevo apenas quando vejo um bom filme! Sempre que apanho um de que não gosto particularmente, não escrevo para não maçar ninguém com isso. Afinal, não tiveram culpa nenhuma!

Quando vejo um que realmente gosto, no entanto, mais que uma vez escrevo aqui umas linhas e dou por mim a pensar: “gostava que um dia os meus filhos o vissem…. e sentissem o que senti!”

No entanto, sabia que um dia o inverso aconteceria. Um dia seria ele ou ela a ver alguma coisa antes de mim! Um dia seria um deles a aconselhar um filme, uma série, uma paisagem…

Pois bem, aconteceu ontem.  Ao fim da tarde, na hora de escolher um filme para ver, o meu filho sugeriu “ Dr. Strangelove ” que Stanley Kubrick filmou  em 1964…

“- Já viste?
- Já, mas é tão bom que não me importo de rever contigo…”

Estas frases já foram ditas várias vezes pela ordem inversa… Desta vez foi ele que disse a segunda!

Obrigado puto, gostei muito e tenho a certeza que descobrirás muitas outras coisas pelas quais passei sem reparar… Espero poder contar contigo para me chamares a atenção sempre que valha a pena… Tenho a certeza que gostarei sempre de dar umas boas gargalhadas contigo!

Nostalgia…

Dalida, alguém se lembra?

Talvez o José Paulo, que outro dia fez uma referência ao Enrico!

Dalida foi uma cantora de sucesso em França, nos anos 70, e faz parte do meu imaginário de infância.
No iPad, que tem apenas 16 GB de memória e que portanto tenho que gerir com algum cuidado, cabem sempre dois álbuns dela, junto com os de Brel, Aznavour, Moustaki, Brasens, Férré, Gainsbourg, Greco e Reggiani.

“Gigi l’ amoroso” foi a música que hoje saiu ao acaso e que , por momentos, me fez voltar a  ter 8 anos…

Voltei a ver a  bela e esbelta Dalida a cantar na TV.

Voltei a sentir que naquela canção estava a alma de uma grande mulher, que cedo largou o Egito rumo à Itália e finalmente a França, onde encontrou a fama (que também a matou)….

E pronto, agora partilho aqui a música que hoje me acompanhou na travessia do Tejo. Bem sei que, mais que uma qualidade, esta minha nostalgia é um defeito e que devia encher o pouco espaço que tenho com músicas atuais, que hoje fazem sucesso…

Mas vivo bem com isso e confesso até que, por vezes, ainda me acontece rever, quando fecho os olhos, o sorriso daquela trigueira transmontana que conheci quando ambos tínhamos  16 anos…

Não há nada a fazer, serei sempre um nostálgico!

El viaje, um vídeo para ver até ao fim…

Ler Orsai para complementar.

Parabéns, mestre

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