Category: vida

Um parto feliz… por mero acaso!

Um casal desloca-se a um centro de saúde, a mulher está grávida.  Segundo a versão relatada pelo marido, ao primeiro jornal da SIC, a médica diz não ser parteira e por isso não poder fazer nada. A enfermeira responde nos mesmos moldes e a grávida, o marido e a sua mãe são enviadas numa ambulância, apenas com um motorista, para a maternidade mais próxima a mais de 120 km, a mais de duas horas.

Apenas 20 km do centro de saúde,  foi a mãe da grávida e o motorista que tiveram que ajudar a criança a nascer. Um parto difícil dizem.

Depois, veio uma ambulância melhor, uma equipa médica e até um helicóptero… talvez para nos fazer pensar que não estamos no terceiro mundo, que estamos na Europa.

No entanto, é pura ilusão.

Os pais culpam a enfermeira que se recusou a acompanhá-los, por não receber horas extraordinárias. Poderíamos culpar a médica que não avaliou convenientemente a situação. Poderíamos  culpar muita mais gente, mas, se a previdência não tivesse feito o seu papel, uma criança e a sua mãe poderiam ter perdido a vida…. Nenhuma reclamação as traria de volta.

Apesar da crise, vivemos hoje melhor que há 50 anos. Hoje não nascemos em casa, como eu nasci. Hoje dirigimos-nos às estruturas que pensamos   nos  poderem ajudar quando precisamos de ajuda médica ou de nascer! Entretanto, perdemos as parteiras que, há 50 anos, nas casa das vizinhas, nos ajudavam a nascer. Hoje as médicas já não são parteiras, as enfermeiras também não… Valham-nos as mães que ainda  recordam  como se faz… Afinal, também elas pariram… pelo menos uma vez!

Estamos a regredir, no tempo e geograficamente… Todos pensamos que caminhávamos para norte e, no entanto, cada vez temos mais indícios de que nos deslocamos, a grande velocidade, para sul!

Feliz dia da mãe

A morte é a curva da estrada,

Morrer é só não ser visto.

Se escuto, eu te oiço a passada

existir como eu existo.

Fernando Pessoa

As pessoas não morrem enquanto, por cá, alguém as recordar com carinho.

Feliz  dia da mãe porque, enquanto um dos teus filhos viver, este será também o teu dia.

Uma visita pela manhã!

Confesso que quando a campainha toca pela manhã fico reticente… Normalmente é o carteiro que traz algo que é preciso assinar e não costumo gostar do conteúdo das cartas que me traz quando preciso de assinar!  Costumam ser   multas ou avisos de cobranças das finanças… Ou seja, normalmente, é o estado a reclamar mais uma contribuição para tirar o país da miséria, arranjando uma desculpa esfarrapada para tal!

Hoje, no entanto, a campainha tocou e não era o carteiro. Hoje eras tu, que, pela primeira vez, passaste e quiseste subir para me dizer bom dia. Hoje foi um dia diferente porque, pela primeira vez, subiste sem ser o dia nem a hora a que  costumas subir. Hoje subiste e, em breves minutos, fizeste de mim o pai mais feliz do mundo.

Obrigado princesa, há gestos e momentos que valem mais que palavras… O dia começa bem melhor com um beijo teu.

Os Miseráveis…

Tenho um sofá para dois onde, por vezes, nos sentamos três. Foi assim este fim-de-semana.

Já me habituei a que fosse ele a trazer um filme para vermos. Sábado  trazia “Les Misérables”, numa das suas muitas adaptações para cinema. Esta era a de 1998, com   Liam Neeson, Geoffrey Rush e Uma Thurman como protagonistas. Ele tinha visto a série de 2000, com  Gérard Depardieu e John Malkovich e sabia já a história.

Gosta de ler Vitor Hugo, pelo menos quando é obrigado a ler qualquer coisa, e por isso o interesse por esta obra. Mas penso que já gosta de ler, ele que, ainda há bem pouco tempo, dizia não gostar.

Vimos os dois o filme, enquanto a Inês estudava,  e gostamos. Combinamos que me traria a série porque, dizia, estava bem melhor.

No domingo sentei-me no sofá de dois onde já estava a Inês a ver televisão. Propus que espreitássemos o primeiro episódio da série, que o André tinha trazido, para confirmarmos se Jean Valjean interpretado por  Depardieu era realmente melhor que interpretado por Liam Neeson. Embora já tivesse visto o André juntou-se a nós debaixo da manta, no sofá feito para dois mas onde, por vezes, cabem três.

Vimos todo o primeiro episódio. Fazia-se tarde, mas a Inês estava colada à história, queria saber o que se passaria a seguir porque não tinha visto o filme no dia anterior. Continuamos até meio do segundo episódio e confesso que, se tempo houvesse, teríamos ficado ainda um pouco mais.

É impressionante como uma história escrita há 150 anos continua actual e a agarrar gerações à volta das suas páginas ou das interpretações  que delas fizeram.

Obrigado puto, pela magnífica sugestão. Obrigado Inês por te sentares connosco e com tanto interesse num sofá para dois onde, por vezes, cabem três!

Quem sabe se um dia não vemos ainda, em Londres, o musical? Assim a crise o permita!

Ps. No entanto, em abono da verdade, tenho que dizer que preferi  aversão Uma Thurman  da  Fantine à versão  Charlotte Gainsbourg…

Pornografia…

Ouvi agora na SIC que alguém se esqueceu de declarar 800 mil euros em dois anos… Dividindo por 24 meses e depois por 2000 chegamos a 16,66. Assim este esquecimento equivale, mais ou menos, a 17 professores que durante dois anos se esqueceram de pagar impostos! Isto já não é um esquecimento, é crime organizado (por uma única pessoa!).

Claro que o visado pagou ainda impostos, nesses dois anos, de cerca de um milhão e meio de euros que ganhou honestamente(?) e recebeu de todos nós por nos ter representado (?)…

No entanto, parece-me que pornografia não é apenas gente nua em revistas!

 

Ps. A foto é do candeeiro da minha sala… À venda no Ikea!

Parabéns princesa!

 Hoje fazes anos, mais uma vez.

Aos poucos vais descobrindo o mundo,

Aos poucos vais aprendendo coisas, muitas que nem  eu sei, nem nunca saberei,

Aos poucos aprendes  a estar, a olhar, a ver, a sentir,

Aos poucos descobres os teus caminhos, aqueles que queres seguir.

Aos pouco deixas de ser uma menina e passas a ser uma mulher.

Aos poucos tornas-te uma pessoa diferente aos olhos de todos…. ou de quase todos,

porque para mim

Serás sempre a minha menina, independentemente dos caminhos que escolheres…

Parabéns princesa!

Viver ou Juntar Dinheiro?

“Prezado Max meu nome é Sérgio, tenho 61 anos, e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem as pessoas diziam em escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora me dizem que tenho de escutar os jovens porque são mais inteligentes. Na semana passada eu li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa. Aprendi por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado peguei um papel e comecei a fazer contas, e descobri para minha surpresa que hoje eu poderia estar milionário. Bastava eu não ter tomado as caipirinhas que eu tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que eu comprei, e principalmente não ter desperdiçado meu dinheiro, em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas se tivesse sabe o que este dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje com 61 anos não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde, portanto viajar, comer pizzas e cafés não fazem bem na minha idade e roupas hoje não vão melhorar muito o meu visual. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário eles chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida”. “Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço

Mensagem recebida por Max Gehringer e transmitida na CBN

(recebida por e-mail)

Quando for grande, quero ser como a minha mãe!

 

Por vezes nem tudo é bem como parece…

Clique na imagem para descobrir a profissão da mãe da criança, que, por estranho que pareça, não dança nem nunca dançou no varão!

Não esqueçam, estejam também atentos aos trabalhos de casa da pequenada!

Fonte: Funny Exam Answers

 

Os chatos e os tontos…

Por vezes, os tontos pensam que são chatos.

Quando vêem uma flor, um sorriso ou uma paisagem encantam-se com a sua beleza e querem reparti-la e gritá-la aos quatro ventos.

Fazem-no tanto e tanta vez que, um dia, param e pensam: “somos chatos!”.

Mas não são. São tontos!

Não percebem que já todos olharam, que também sabem que a flor é bonita, que a paisagem é linda e que o sorriso brilha…

Não são chatos por repeti-lo. Apenas tontos, por acreditarem que alguém gosta ou precisa que o façam….

Até que um dia perguntam “Estou a ser chato?” e alguém lhes responde, com um brilhozinho nos olhos, “Tonto!”

55… 56!

Estava, há pouco, à espera da minha vez no balcão do talho de um supermercado quando o senhor que nos atendia grita: 55!

Oiço uma voz fininha que pega na deixa e diz… “55, 56!”. Olho para baixo e vejo um miúdo que segura uma piza sobre a cabeça e saltita na nossa direcção… Não pode ter mais de 4 anos, penso!

Sigo as compras e volto a encontrar o miúdo e a senhora  que o acompanha. Não resisto a perguntar a idade… Tem 3 anos!

A forma espontânea como disse a frase e a indiferença da senhora (talvez a mãe) fez-me pensar que não seria única esta “tirada”.

Espero que tenhas a sorte de, dentro de 3 anos, aos 6, encontrar uma professora ou um professor que não te obrigue a revisitar os números sem te fazer perder muito tempo e paciência. Se isso não acontecer, temo que venhas a ter saudades do tempo em que aprendias a contar com o senhor do talho e outros que dizem números em voz alta!

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