Category: vida

La lettre de Guy Môquet

“Ma petite maman chérie,
mon tout petit frère adoré,
mon petit papa aimé,

Je vais mourir ! Ce que je vous demande, toi, en particulier ma petite maman, c’est d’être courageuse. Je le suis et je veux l’être autant que ceux qui sont passés avant moi. Certes, j’aurais voulu vivre. Mais ce que je souhaite de tout mon cœur, c’est que ma mort serve à quelque chose. Je n’ai pas eu le temps d’embrasser Jean. J’ai embrassé mes deux frères Roger et Rino. Quant au véritable, je ne peux le faire hélas ! J’espère que toutes mes affaires te seront renvoyées elles pourront servir à Serge, qui je l’escompte sera fier de les porter un jour. A toi petit papa, si je t’ai fait ainsi qu’à ma petite maman, bien des peines, je te salue une dernière fois. Sache que j’ai fait de mon mieux pour suivre la voie que tu m’as tracée.

Un dernier adieu à tous mes amis, à mon frère que j’aime beaucoup. Qu’il étudie bien pour être plus tard un homme.

17 ans et demi, ma vie a été courte, je n’ai aucun regret, si ce n’est de vous quitter tous. Je vais mourir avec Tintin, Michels. Maman, ce que je te demande, ce que je veux que tu me promettes, c’est d’être courageuse et de surmonter ta peine.

Je ne peux en mettre davantage. Je vous quitte tous, toutes, toi maman, Serge, papa, en vous embrassant de tout mon cœur d’enfant. Courage !

Votre Guy qui vous aime.

Guy

Dernières pensées : vous tous qui restez, soyez dignes de nous, les 27 qui allons mourir !”

Ps. Texto da última carta do jovem Guy Môquet, fuzilado pelos alemães a 22 de Outubro de 1941

Se necesita chica…

As interessadas, que cumpram os requisitos, devem dirigir-se a uma sapataria, perto da Plaza Mayor, em Salamanca.

Reencontro


Quando peguei na maçaneta amaciada, vivida por tantas mãos antes de mim o fascínio foi o mesmo que outrora tinha sentido. Rodei e a porta partida abriu-se chiando nos gonzos, qual moribundo. Andava sempre bem oleada, a madeira tratada agora ressequida, como eu.

Entrei num mundo de penumbra, vidros sujos e rachados, uma réstia de luz ao fundo que não encontrei quando saí. O calor lá fora quase frio cá dentro, o mesmo frio que senti quando a última vez a fechei. Vasculhei o passado sem me deter em pormenores, mas recordei a luz em que vivi durante alguns anos. Saí feliz. O tempo tinha curado.

Aos anos que lá não ia por não querer reviver a fuga dela. Abri a porta partida que chiou nos gonzos deixando-me espantado, sempre a tinha oleada, a madeira bem pintada agora apodrecida, como eu quando ela me deixou sem uma explicação. Entrei na casa suja, escurecida, uma réstia de luz ao fundo que não vi quando saí. O calor lá fora fresco cá dentro, vidros sujos e partidos que outrora jorravam luz. Não quis lembrar, já muita água tinha corrido. Saí sabendo que voltaria para a restaurar. O tempo quase tudo cura.

Texto da Marta, publicado originalmente no blogue Disto e daquilo

Bulnes

Costumava dizer que cresci numa  aldeia isolada até que, a semana passada, estive em Bulnes.

Tenho a certeza que há ainda outros lugares mais isolados que Bulnes onde graças a um funicular, inaugurado em 2001, qualquer pessoa acede sem grande esforço. Antes do funicular, que sobe montanha acima por um túnel de 2200 metros em cerca de 7 minutos, era preciso andar mais de uma hora para chegar à aldeia onde vivem cerca de 20 pessoas. Nem os carros convencionais nem os vulgares todo-terreno conseguem aceder à aldeia. Os únicos veículos  que chegam são uma espécie 4×4 em miniatura que fazem certamente o que antigamente os burros de carga faziam.

A beleza da paisagem é a responsável pela quantidade de gente que visita esta pequena aldeia onde podemos encontrar alguns restaurantes e temos rede de telemóvel sem problemas. A partir da aldeia podemos aceder ao sopé do “Naranjo” do mesmo nome (se tivermos coragem de andar umas 3 horas para cada lado) ou apenas ao miradouro de onde o podemos ver e fotografar.

Foi em Bulnes que encontrei uma senhora que lia o jornal mas não compreendia uma outra que só falava inglês e que passava ali uns dias com uma sobrinha sua. Não resisti a perguntar há quanto tempo  vivia ali. Desde sempre, disse. Nasci aqui e sempre aqui vivi. Tenho televisão, telefone e telemóvel, não falta nada! Toda a vida foi pastora e era com orgulho que o dizia!

Não se pode dizer que Bulnes seja uma aldeia fantasma… Todos os dias, principalmente no Verão, deve ser visitada por largas dezenas de turistas que se aventuram apenas até ao miradouro ou às rotas mais longas que ali têm início ou fim. Não me importava de ficar mais tempo em Bulnes embora seja  um pouco mais isolada que Covelas onde, depois de alcatroarem a estrada que passa à frente da casa onde cresci, chegam a passar 3 carros por dia!

António Feio 1954- 2010

Descansa em paz, tu que tantas gargalhadas me arrancaste!

Uma foto que acabou virando uma música…

A partilha e os meios digitais em particular têm destas coisas…

Sempre que partilhamos permitimos  que outros, além de gostar, utilizem a nossa informação para lhe dar outra roupagem.

Desde que partilho aqui as minhas fotos já fui brindado com textos, poemas e aguarelas.

A história acima conta como uma foto se tornou música…

Interessante, no mínimo.

Danças…

Todos os anos, no fim do ano lectivo, preparam um espectáculo para os pais e familiares.

Mostram um pouco do que aprenderam, do que fizeram…

Notam-se nervosas por subir ao palco, mas vão-se preparando para subir a outros…

Ontem estiveste muito bem, mais uma vez..

PARABÉNS

Ps. Parabéns também à Carmo e à Sandra

Grandes frases que ficarão para sempre…

“Quero estar onde estiver a minha sombra se lá é que estiverem os teus olhos”

José Saramago,
O Evangelho segundo Jesus Cristo

O Homem foi, a obra fica.

Saber juntar palavras em frases -como esta- que formam livros que encantam milhões é uma arte.

Nem todos concordarão com tudo o que os  livros dizem.

No entanto,  penso que devemos respeitar quem consegue juntar palavras desta forma e exprimir o que sente.

O Vaticano, mais uma vez, perdeu uma oportunidade de por em prática o que tão bem apregoa.

Être et avoir

afficheNão sei se já viram este filme de 2002. Numa zona rural de França, um realizador acompanhou as aulas de um professor durante um ano lectivo. O resultado é um filme, ou espécie de documentário, sobre a vida deste professor e dos seus alunos. Enquanto pai não me teria importado que os meus filhos tivessem uma experiência como a dos verdadeiros alunos deste filme. É certo que numa mesma sala coabitavam alunos de vários anos de escolaridade: “les petit et les grand”. Mas, quem vir o filme perceberá como o professor tem tempo para todos… Claro que tanto uns como outros teriam direito a estar numa turma de 20 ou 21 alunos onde todos aprendessem o mesmo ao mesmo tempo, embora duvide que o fizessem ao mesmo ritmo.

Quem vir o filme notará que os alunos são transportados numa carrinha para a escola. Não sei qual a distância que percorrem, quanto tempo demora essa viagem, nem se, andando mais um pouco, poderiam juntá-los numa escola maior, com mais professore e mais alunos… Num verdadeiro Centro Escolar.

Fiz os meus primeiros quatro anos de escolaridade numa pequena escola que já fechou há muito. Havia 4 filas de alunos, uma por cada ano, e uma única professora. Metade dos alunos vinham de uma aldeia vizinha que dista 2 ou 3 km da minha. Vinham a pé, atravessando um souto.

Não defendo uma pequena escola em cada pequena aldeia. No entanto, penso que se não houver  algum cuidado na hora de fechar as pequenas escolas, as que hoje os recebem por serem grandes ficarão também cada vez mais pequenas e talvez nem nessas um dia possa ser filmado em Portugal uma versão nossa do “Ser e ter”.

Caresse sur l’océan, Les Choristes

Feliz dia da criança…

Para todos os que ainda não completaram as 90 Primaveras…

… para os outros todos também!

Obrigado a duas muito especiais que jantaram comigo!

Barbaridades…

Acabo de ouvir na SIC uma senhora comparar as mulheres que abortam a Hitler

“Pelo menos esse, que eu saiba, não matou os próprios filhos!”

Uma coisa tenho a certeza, as mulheres que abortam não levarão os filhos para a frente de clínicas tentando impor uma maneira de pensar como se esta fosse a única válida…

Há gente que deveria pensar melhor no que diz e em vez de Hitler utilizar a Inquisição nas suas comparações, por exemplo…

Os carros de uma vida…

carros

Nunca tive um descapotável mas já passei pelo mono-volume e pelo jipe. Parece que o tempo da auto-caravana está preste a chegar!

Tema alterado a partir de uma proposta de WordPress Themes