Category: vida

Os Miseráveis…

Tenho um sofá para dois onde, por vezes, nos sentamos três. Foi assim este fim-de-semana.

Já me habituei a que fosse ele a trazer um filme para vermos. Sábado  trazia “Les Misérables”, numa das suas muitas adaptações para cinema. Esta era a de 1998, com   Liam Neeson, Geoffrey Rush e Uma Thurman como protagonistas. Ele tinha visto a série de 2000, com  Gérard Depardieu e John Malkovich e sabia já a história.

Gosta de ler Vitor Hugo, pelo menos quando é obrigado a ler qualquer coisa, e por isso o interesse por esta obra. Mas penso que já gosta de ler, ele que, ainda há bem pouco tempo, dizia não gostar.

Vimos os dois o filme, enquanto a Inês estudava,  e gostamos. Combinamos que me traria a série porque, dizia, estava bem melhor.

No domingo sentei-me no sofá de dois onde já estava a Inês a ver televisão. Propus que espreitássemos o primeiro episódio da série, que o André tinha trazido, para confirmarmos se Jean Valjean interpretado por  Depardieu era realmente melhor que interpretado por Liam Neeson. Embora já tivesse visto o André juntou-se a nós debaixo da manta, no sofá feito para dois mas onde, por vezes, cabem três.

Vimos todo o primeiro episódio. Fazia-se tarde, mas a Inês estava colada à história, queria saber o que se passaria a seguir porque não tinha visto o filme no dia anterior. Continuamos até meio do segundo episódio e confesso que, se tempo houvesse, teríamos ficado ainda um pouco mais.

É impressionante como uma história escrita há 150 anos continua actual e a agarrar gerações à volta das suas páginas ou das interpretações  que delas fizeram.

Obrigado puto, pela magnífica sugestão. Obrigado Inês por te sentares connosco e com tanto interesse num sofá para dois onde, por vezes, cabem três!

Quem sabe se um dia não vemos ainda, em Londres, o musical? Assim a crise o permita!

Ps. No entanto, em abono da verdade, tenho que dizer que preferi  aversão Uma Thurman  da  Fantine à versão  Charlotte Gainsbourg…

Pornografia…

Ouvi agora na SIC que alguém se esqueceu de declarar 800 mil euros em dois anos… Dividindo por 24 meses e depois por 2000 chegamos a 16,66. Assim este esquecimento equivale, mais ou menos, a 17 professores que durante dois anos se esqueceram de pagar impostos! Isto já não é um esquecimento, é crime organizado (por uma única pessoa!).

Claro que o visado pagou ainda impostos, nesses dois anos, de cerca de um milhão e meio de euros que ganhou honestamente(?) e recebeu de todos nós por nos ter representado (?)…

No entanto, parece-me que pornografia não é apenas gente nua em revistas!

 

Ps. A foto é do candeeiro da minha sala… À venda no Ikea!

Parabéns princesa!

 Hoje fazes anos, mais uma vez.

Aos poucos vais descobrindo o mundo,

Aos poucos vais aprendendo coisas, muitas que nem  eu sei, nem nunca saberei,

Aos poucos aprendes  a estar, a olhar, a ver, a sentir,

Aos poucos descobres os teus caminhos, aqueles que queres seguir.

Aos pouco deixas de ser uma menina e passas a ser uma mulher.

Aos poucos tornas-te uma pessoa diferente aos olhos de todos…. ou de quase todos,

porque para mim

Serás sempre a minha menina, independentemente dos caminhos que escolheres…

Parabéns princesa!

Viver ou Juntar Dinheiro?

“Prezado Max meu nome é Sérgio, tenho 61 anos, e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem as pessoas diziam em escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora me dizem que tenho de escutar os jovens porque são mais inteligentes. Na semana passada eu li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa. Aprendi por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado peguei um papel e comecei a fazer contas, e descobri para minha surpresa que hoje eu poderia estar milionário. Bastava eu não ter tomado as caipirinhas que eu tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que eu comprei, e principalmente não ter desperdiçado meu dinheiro, em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas se tivesse sabe o que este dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje com 61 anos não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde, portanto viajar, comer pizzas e cafés não fazem bem na minha idade e roupas hoje não vão melhorar muito o meu visual. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário eles chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida”. “Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço

Mensagem recebida por Max Gehringer e transmitida na CBN

(recebida por e-mail)

Quando for grande, quero ser como a minha mãe!

 

Por vezes nem tudo é bem como parece…

Clique na imagem para descobrir a profissão da mãe da criança, que, por estranho que pareça, não dança nem nunca dançou no varão!

Não esqueçam, estejam também atentos aos trabalhos de casa da pequenada!

Fonte: Funny Exam Answers

 

Os chatos e os tontos…

Por vezes, os tontos pensam que são chatos.

Quando vêem uma flor, um sorriso ou uma paisagem encantam-se com a sua beleza e querem reparti-la e gritá-la aos quatro ventos.

Fazem-no tanto e tanta vez que, um dia, param e pensam: “somos chatos!”.

Mas não são. São tontos!

Não percebem que já todos olharam, que também sabem que a flor é bonita, que a paisagem é linda e que o sorriso brilha…

Não são chatos por repeti-lo. Apenas tontos, por acreditarem que alguém gosta ou precisa que o façam….

Até que um dia perguntam “Estou a ser chato?” e alguém lhes responde, com um brilhozinho nos olhos, “Tonto!”

55… 56!

Estava, há pouco, à espera da minha vez no balcão do talho de um supermercado quando o senhor que nos atendia grita: 55!

Oiço uma voz fininha que pega na deixa e diz… “55, 56!”. Olho para baixo e vejo um miúdo que segura uma piza sobre a cabeça e saltita na nossa direcção… Não pode ter mais de 4 anos, penso!

Sigo as compras e volto a encontrar o miúdo e a senhora  que o acompanha. Não resisto a perguntar a idade… Tem 3 anos!

A forma espontânea como disse a frase e a indiferença da senhora (talvez a mãe) fez-me pensar que não seria única esta “tirada”.

Espero que tenhas a sorte de, dentro de 3 anos, aos 6, encontrar uma professora ou um professor que não te obrigue a revisitar os números sem te fazer perder muito tempo e paciência. Se isso não acontecer, temo que venhas a ter saudades do tempo em que aprendias a contar com o senhor do talho e outros que dizem números em voz alta!

Sabes pai, hoje gostei da aula de matemática!

Mudou este ano de escola e de professora. Não costumava ouvir-lhe frases destas e quis saber porquê…. O que fizeram na aula para que gostasses tanto?

Trabalhámos em grupos, de dois ou de três. A professora deu-nos calendários e tivemos que identificar os múltiplos de dois, de três e de cinco. Foi giro, os números que ficaram eram quase todos primos!

Depois somamos os algarismos dos números e quando essa soma era um múltiplo de três, o número também o era! Sabes o que foi giro, pai? É que fomos nós que descobrimos…. A professora nem teve que explicar… Havia um pouco de barulho na sala, mas a professora disse que não fazia mal, que sabia que estávamos a falar de matemática!”

Espero  que continues a descobrir, e a compreender. Espero que continues a gostar das aulas de Matemática e que nelas descubras que também te ajudam a compreender e a descobrir.

Parabéns princesa!

Redes sociais ou… quase nada!

Cada um de nós está, os que estão, nas redes sociais por algum motivo e de alguma forma. Alguns poderemos nem saber bem qual é, mas saber o que queremos, das redes ou de qualquer outra coisa, é fundamental, essencial mesmo! Elas permitem uma infinidade de abordagem, temos que definir a nossa e evitar as misturas!

Tenho uma sobrinha que está presente. Tem 38 amigos e duvido que não os conheça a todos pessoalmente. Antes disso tinha um blogue onde partilhava fotografias de família para todo o mundo. Agora partilha-as apenas com a família! Alguns saberão o que tecnicamente implicava criar uma página protegida por palavra-passe para apenas alguns amigos ou familiares poderem consultar fotografias…

Entre os meus “amigos” tenho colegas de profissão que partilham coisas muito interessantes sobre Matemática, sobre o seu ensino… Tenho colegas que, como eu,  se interessam pelo uso educativo das tecnologias, das redes, pelo ensino a distância… Tenho colegas que estudaram comigo, que trabalharam comigo, que me deram aulas ou que foram meus alunos…. Tenho “amigos” que nasceram perto de onde eu também nasci, e que me trazem notícias frescas da minha serra! Tenho os que gostam da cultura francesa e sobretudo da música cantada nessa língua.

Tenho ainda os que gostam de fotografia e é desses que quero falar!

Há pouco tempo descobri um grupo com mais de 5000 membros de todo o mundo que gosta de fotografar e de fotografias de quase nada (MINIMAL PHOTOGRAPHY)! Já imaginaram? Não sou só eu que tiro fotos a quase nada, as passo para o computador e as partilho! Isso é fantástico! Fez-me lembrar a resposta que dei a um colega quando me dizia ser estranho só eu escrever em LaTex: “Acho que algures, deve haver mais alguém a fazer o mesmo”…  As redes são fantásticas nisso. Permitem descobrir que não estamos sós, que mais gente, como nós, faz coisas parecidas e que podem parecer estranhas aos nossos e aos seus vizinhos…

Nestas 5000 pessoas há muitas que só compreendo pela linguagem da fotografia, não compreendo nenhuma outra língua que falem ou escrevam… Mesmo assim, por vezes, gosto tanto das fotografias que partilham que não resisto a chamá-los para a minha “rede” de “amigos”… Depois descubro que, mesmo não percebendo o que dizem, compreendo o que ouvem, gosto do que partilham e alguns gostam do que eu partilho também….

No entanto, não podemos esquecer nunca que não sabemos nada uns dos outros… Sabemos apenas que gostamos de fotografar “quase nadas”!

Um desses “amigos” publicou, em castelhano,  uma frase brincando com o facto de  ”ter cabelo ser uma seca, porque pica, e nem sabe como as pessoas normais conseguem viver com esta moléstia”. Aparece nas fotos de perfil sempre sem cabelo, normalmente a fotografar… Não resisti ao impulso e disse-lhe que nos protege do sol, por exemplo! Respondeu que sim, mas que para isso também existem chapéus… Aí o bom senso advertiu-me para não responder, coisa que nem sempre acontece… Algumas horas depois um amigo comenta a mesma frase, desejando-lhe sorte para enfrentar o cancro de pele que combate…

Nessa altura percebi a minha precipitação. Percebi que tinha mandado palpites cedo demais, que não sabia nada desse rapaz a não ser que gostava de fotografia… Sabia que era careca, mas não sabia porquê, nem se realmente gostava de o ser…

As redes têm também destas coisas, no emaranhado dos meus  ”amigos” apenas conheço alguns e apenas alguns me conhecem pessoalmente… Já troquei umas palavras por chat a pedir desculpas a esse jovem fotografo, que vive a milhares de quilómetros,  mas penso que tenho que repensar melhor  a minha presença nas redes porque, mais uma vez, fiquei com a certeza que nem sempre sei interpretar o que escrevem no mural e nem sempre o que eu escrevo ou partilho será interpretado da mesma forma por todos…

Se chegou até aqui… Passe um bom fim-de-semana e, se possível, passe alguns bons momentos na rede!

Voar…

Hoje, a esta hora, se tudo estiver a correr como o planeado, estás a voar!

Não é a primeira vez que voas, nem a primeira vez que o fazes sozinho e, no entanto, desta vez é diferente!

Desta vez não tens a tua professora do primeiro ciclo contigo, nem o pai nem a mãe….

Sinto que, desta vez, não voas apenas porque estás dentro de um avião, voas também porque já tens idade para algumas investidas longe do ninho.

Espero que esta seja a primeira de muitas viagens de onde voltes diferente… Não que eu queira que mudes muito, tens sido o filho que todos os pais gostariam de ter! Mas tenho a certeza que chegarás diferente, que crescerás e aprenderás muito porque voar, sair para depois sentir o prazer de regressar, faz-nos sempre voltar diferentes e por muito bons que sejamos, conseguimos sempre voltar melhores!

A tua geração é uma geração que precisa de voar…

por isso diverte-te……VOA!

Tema alterado a partir de uma proposta de WordPress Themes