Madeira
Perdoará Jardim que, aqui onde ninguém lê, se acendam duas velas por todos aqueles que nos fazem lembrar que os nossos problemas são pequenos quando comparados com os deles, que enfrentaram a fúria da água.
Perdoará Jardim que, aqui onde ninguém lê, se acendam duas velas por todos aqueles que nos fazem lembrar que os nossos problemas são pequenos quando comparados com os deles, que enfrentaram a fúria da água.
Alguém explica a estes senhores, por favor, que o Carnaval já acabou…
Lembro-me de o meu tio parar a zundap à porta.
Lembro-me de descermos os dois, eu talvez com 12 anos, e petiscarmos.
Não sabia, aos 12 anos, que seria a primeira e última vez que petiscava na Flor da Ponte do Sabor.
Passeava pelo paredão da Costa da Caparica com a máquina a tiracolo. Olhava para a praia e para as pessoas que apanhavam sol até que reparo num olhar que fixa também o meu mais que os outros. Depois um sorriso. Pergunto se nos conhecemos… Sim, de um curso de formação o ano passado… Não sei que dizer, a cara não me é estranha mas não reconheci a colega… Falámos um pouco e sigo caminho…. A colega não me sai da cabeça, como pude esquecer a cara (bonita)…. Na volta reencontro-a, prepara-se para molhar os pés na água com uma criança…
Sorrio e pergunto-lhe:
- É professora de Educação Física, não é?
- Sou…
- Já sei porque não me lembrava de si…. Hoje está à civil!
Há pessoas que vimos poucas vezes e, no entanto, sabemos, sem perceber muito bem porquê, que são nossas amigas. Tenho essa sensação em relação à Teresa. Encontramos-nos poucas vezes presencialmente. Quando hoje me disse que a primeira dessas vezes foi quando organizamos um encontro sobre blogues educativos nem queria acreditar! Conheço a Teresa desde sempre… deveríamos ter ambos 15 anos ou menos ainda! Não fazia ideia que o primeiro encontro presencial tivesse sido tão tarde. Juraria que fomos colegas de carteira no 10º ano e que passamos tardes a conversar!..
No entanto, segundo ela, o encontro foi apenas em Março de 2007. Estava grávida do seu filhote mas aceitou o desafio de, juntamente com outras duas Teresas, falar do modo como utilizava um blogue para ajudar os seus alunos a aprender mais e melhor…
Lembro-me de a reencontrar no Scartch day do ano passado e de, logo ali, a desafiar a participar no ArTICular. Aceitou e revimos-nos nesse dois dias… Resumindo, estivemos juntos 3 ou 4 vezes e parece que a conheço desde sempre. Não é difícil conhecer a Teresa, diga-se de passagem. Tem um gosto enorme pela partilha e a rede está cheia de experiências e materiais dela…
Sabia que vivia perto da Caparica e desafiei-a para um café…
Só podia ao fim da tarde e eu tinha hora marcada para ir embora… Ainda nos vimos e tomei um café na sua companhia… Falámos como se nos conhecesse-mos desde sempre e se nos tivéssemos visto a semana passada…. Não sei explicar o que tem de especial, no entanto, entre muitas qualidades sentimos desde o primeiro minuto que a Teresa é uma boa amiga!
Ficou a promessa de um café mais longo (como os que se tomam em Espanha…) e um almoço de choco frito que lhe devo… Não sei quando acontecerá um e outro mas, com a Teresa, sermos amigos não depende do número de vezes que nos vemos!
Gostei de te ver…
Por vezes apetecia-nos construir um mundo perfeito
Ou oferecer pérolas de chuva vindas de países onde não chove
Por vezes julgamos tudo ser possível, até que…
Até que percebemos que nenhuma tecnologia conseguirá nunca substituir o insubstituível
Até que percebemos que os mundos são frágeis e que desmoronam com facilidade!
Grand-père, Georges Moustaki
Acabo de ouvir, nas notícias da SIC, que uma jovem de 16 anos passou à segunda fase no programa “Ídolos” na América.
Quando lhe deram oportunidade de comunicar a alguém a passagem à fase seguinte, telefonou à avó e num português correcto disse:
“Ganhei avó, ganhei!”
Espero que continue a ganhar e a gostar de partilhar as vitórias com a avó que, provavelmente, não compreenderá as cantigas que ela canta… Mas, como Moustaki, tenho a certeza que por vezes, mesmo rodeada de gente, será para ela que esta moça cheia de talento continuará a cantar…
A humildade e o carácter revelam-se nos pequenos gestos…
Espero que esta portuguesa chegue longe!
Vou a uma clínica para marcar um exame. Só podem marcar para 11 de Fevereiro. A empregada pega no telemóvel pessoal e liga para outra clínica. Podem fazer o exame já, pergunta se estou em jejum… Estava. Já fiz o exame na concorrência e espero que o entreguem para mostrar ainda hoje ao meu médico…
O mundo não está perdido, ainda há gente boa que, só por acaso, também é bonita!
Obrigado.
Lembro-me de que, quando saí de casa, aos 15 anos para ir para o 10º ano, um dia passei em frente a um supermercado e pensei que podia comprar um frasco grande de pickles e comê-los todos de seguida sozinho. Gostava muito de pickles (e ainda gosto), mas em casa havia sempre uma voz que me dizia para não comer tantos.
Lembro-me que hesitei… mas não comprei o tal frasco de pickles porque sabia que me faria mal…
É o primeiro episódio de que me lembre em que fiz algo deliberadamente por saber que estava certo e não porque me mandavam que assim fosse. Penso que tomei consciência da minha responsabilidade e de que a maioria dos conselhos que me davam eram simplesmente para meu bem!
Não sei porquê, mas veio-me esta história à memória, agora mesmo, enquanto comia a minha “tacinha” de gelatina com uma colher de sopa!
Normalmente são os filhos a herdar dos pais, mas esta herdei da filha! Esteve ontem aqui e criou uma quinta utilizando a minha conta facebook.
Hoje já levei um raspanete por ter deixado morrer as plantas…
Tinha recusado alguns convites (e escondido tudo a que farmville dissesse respeito) mas agora não pude mesmo escapar!
Também, depois de ver a publicidade quem pode resistir?
Tema alterado a partir de uma proposta de WordPress Themes