Category: Família

Partilhas…

O ano chega ao fim e eu tenho o privilégio de o acabar acompanhado com as manas (duas delas) e com os putos… Amanhã vou para Sul, depois da semana passada ter ido para Norte. Passaremos para 2010 em Porto Covo, talvez a minha segunda aldeia…  Hoje tivemos um Jantar a quatro e a minha receita do robalo passou no teste.

Não vou voltar a falar do Michou d’ Auber, o filme que vimos depois de jantar, sobre esse filme já disse tudo.  Mas, agora que a minha irmã foi descansar, apetece-me partilhar, aqui que ninguém lê, o gosto que tenho em partilhar! Talvez seja por isso que este espaço (e muitos outros) se mantêm. Já vi o filme 4 ou 5 vezes mas sabia, desde a primeira,  que a Clo também gostaria de o ver… Por vezes quando vejo um filme, leio um livro ou vejo uma paisagem sinto que gostaria de ter alguém de quem gostasse para partilhar o momento. Muitas vezes sei que é um filme que o A. também gostaria de ver, um livro que as minhas irmãs gostariam de ler. Não sei se a Clo já foi à Arrábida…

Por vezes tenho pena que certos dias durem só 24 horas, tenho pena que não se possa aproveitar cada minuto para partilhar o que os meus olhos já viram, partilhar o vento que já me bateu um dia na cara!

Já disse asneiras suficientes por hoje…

Até amanhã, ou até para o ano…

Um 2010 cheio de partilhas para todos os que teimam em vir aqui para não ler… e para os outros todos também.

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Há jantares assim…

Todos guardamos recordações daqueles que foram importantes na nossa vida. Por vezes são apenas flashes, um gesto, uma palavra, uma conversa…

Eu não consigo olhar para o congro que não me lembre dela. Era simplesmente o seu peixe favorito. Um peixe que, durante muito tempo,  chegava pouco àquela pequena aldeia de Trás-os-Montes, perdida na serra de Bornes… Além disso  era  caro. Tão caro que  só se comia, lá em casa, em ocasião de festa.

Lembro-me de os ver pendurados na praça de Mirandela.

Lembro-me  de não sentir nada de particular por este peixe de pele escorregadia e com muita espinha, principalmente nas postas fechadas mais junto da cauda.

Hoje, quando decidia o que seria o meu jantar, em frente à peixaria de um hipermercado, voltei a ver o congro.Nem o facto de não estar pendurado, nem a tabuleta a dizer safio  evitou que pensasse em ti!

Trouxe duas postas e cozi uma delas com dois ovos e batatas. Reguei tudo com azeite, ainda daquele que o Adolfo me deu (sim, esse que também será teu amigo para sempre e foi por isso que me deu o azeite, quando o GPS me levou à sua porta por acaso).

Mesmo cozinhado por mim, estava óptimo!

Hoje, enquanto jantava, senti-me menos só.

Hoje jantaste comigo,

obrigado pela companhia…

Jantarei congro, contigo, mais vezes!

10 anos, princesa!

princesaFoi há dias que passaste a barreira das 10 primaveras.

Agora vais precisar sempre de dois dígitos para escrever a idade…

Serás a mesma de sempre, a minha menina, a minha princesa…

Mas serás cada vez mais uma menina grande!

Serás cada vez mais vaidosa e eu…

eu serei cada vez mais

um pai babado por ter uma filha cada vez mais linda!

Foi há 21 anos…

n658970083_5289… e parece que foi ontem…

Eras pequenina, agora és grande!

Eras uma bebé, agora és uma jovem licenciada!

Eras linda, agora…. continuas linda!

Há coisas que não mudam!

Parabéns.

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Globalização…

É impressionante! Outro dia estava a jogar com um francês, um polaco e um alemão!”

A frase saiu-lhe hoje ao jantar. E eu pensei, neste dia da criança, que as crianças já não brincam apenas com os outros miúdos lá do bairro!

Estou certo que estes convívios com gente de todo o mundo – nem todos terão a sua idade – tem perigos. Mas sei também que tem muitas aprendizagens à mistura, nem que seja apenas, nos momentos antes do jogo começar, quando se divertem a adivinhar as nacionalidades de cada um!

Dois beijos, um livro e um marcador!

Que mais poderá querer um pai?

Talvez ver a alegria de dar estampada nos rostos dos filhos. Se é isso, também acabo de a ver.

Gosto que sintam pelo menos tanta alegria ao dar como ao receber prendas… A vida vai ser feita apenas disso… De dar e receber. Receberão tanto quanto forem capaz de dar, ou de se dar por inteiro, sem restrições, sem esperar nada em troca!

Com 9 e 14 anos, tenho hoje a sensação de ter os melhores filhos do mundo… do mesmo modo que sinto tive os melhores pais.

Muita coisa poderá mudar, no entanto, não há nada que possam fazer que me retire do seu lado… mesmo que, e assim o espero, daqui a uns anos possamos estar fisicamente separados por milhares de quilómetros. Umas vezes serei amigo, outras crítico ou ainda pai “careta”, mas espero  ser sempre eu próprio!

Cada vez mais as escolhas são vossas… Podem contar sempre com a minha opinião e com o meu apoio incondicional para avançarem pelo caminho que melhor pensem levar-vos à felicidade!

Se se enganarem… não se preocupem, levantem-se e tentem de novo sabendo que o outro (caminho) poderia não ter sido melhor!

Bom, isto já está lamechas que chegue!

Gostei do livro puto… Vou ler depressa para te o emprestar!…

Também gostei do marcador, claro!

E sobretudo….Gosto de vocês… Sabiam?

Noções básicas de fotografia

A importância de um bom enquadramento.

Cartas

As mãos que se vêm no vídeo são as do guitarrista cá de casa…

Na noite de passagem de ano, alguém o desafiou a pegar num número qualquer de cartas e ordená-las de tal forma que se possa:

1. retirar  uma carta  de baixo do baralho e ver a sua cor

2. retirar outra carta de baixo, sem ver a cor, e colocá-la no cimo do baralho

3. retirar mais uma carta de baixo que deverá ser de cor diferente da anterior

4. Voltar ao ponto 2 e repetir este processo até ficar sem cartas.

Sexta-feira, conseguiu ordenar 8, depois com 12 e 20 cartas… Quando cheguei a casa, à noite, tinha produzido este vídeo onde  apresenta a solução para um baralho completo, de 52 cartas..

Uma tarde a investigar um problema matemático….

Tentem, parece simples…. mas não é!

Ps. Não se trata de nenhum truque de magia… Basta pensar como ordenar as cartas antes de começar a retirar!

After Dark – Os passageiros da noite

A culpa foi dela.

Ju, chamemos-lhe assim!

É minha irmã e tem por hábito “apresentar-me”  escritores de que venho a gostar.

Este Natal, trocamos livros, como já vem sendo hábito… A ela calhou-lhe, da minha parte, o último do John le Carré e a mim  After Dark – Os passageiros da noite, de Haruki Murakam.

Já tinha reparado na FNAC na quantidade de livros editados, pela Casadasletras, deste autor nipónico… São seis, pelo menos, e parece que vendem bem, ou, pelo menos, estavam com um grande destaque na loja…

Já o li, manecas. Gostei!

Tudo se passa numa única noite…

O autor tem uma escrita que nos prende. Gostei dos diálogos e sobretudo  do modo como constrói as personagens. Não sei se compreendi tudo, talvez um dia o leia de novo, quem sabe… Penso que ficaram umas quantas pontas soltas mas que não foi por acaso… Todos podemos imaginar o que se passou a seguir, afinal o autor contou-nos apenas uma noite na vida das personagens.

Por mim, fiquei convencido… Uma noite apenas e convenceu-me!

Quando ia arrumar o livro na estante descobri outro dele… Já estava por lá desde o verão, integrado na colecção “oferecida”, por mais um euro, pela Sábado.

Chama-se “Sputnik, Meu amor” e o nome não me era estranho, penso que até já foi adaptado ao cinema… No entanto, só agora associei ao autor…

Já está a meio, na minha mesa de cabeceira. Estou a gostar… Felizmente a acção decorre em mais que uma noite e até em mais que um continente…O estilo mantém-se. Quanto a pontas soltas, no final…. só daqui a uns dias o saberei…

Obrigado Ju, acertaste… mais uma vez!

Ps. Nem sei porque escrevo isto aqui… a Ju raramente lê o mail e desconfio que nunca aqui veio! Talvez a Clo lhe conte e me surpreenda com um comentário… Afinal temos que acreditar nos milagres!

A visita…

A campainha tocou, era já noite… A I., como de costume, correu a perguntar quem era. Estávamos todos em casa e não se esperava ninguém a essa hora.

- É o Márcio!, grita ela…

O Márcio? O único Márcio que me veio à ideia é meu sobrinho, mas esse vive em Madrid!

Levanto-me e vou eu abrir a porta…

Um rapaz, de estatura pequena, começa a subir as escadas a correr desculpando-se pela pressa que trazia… Era mesmo ele!

Tinha passado por Lisboa mas devia seguir, ainda essa noite, para Madrid onde tinha que estar na manhã seguinte.

Foi ao quarto ver o A. O miúdo que  pegava ao colo é hoje bem mais alto que ele…

Aceitou pelo menos jantar connosco. Começou a ajudar a por a mesa – repetindo gestos que já tinha feito tantas vezes – enquanto se acabava de fazer o jantar. Falou-nos dos seus projectos do seu emprego e da vontade de voltar a estudar… Lembrei o tempo que passou connosco, quase dois anos!  Era então da idade do A. e andava no 8º ano.

Lembrei-me como conseguia ser bom aluno quando se empenhava, como conseguia tudo o que queria e, sobretudo, como lutava pelo que realmente queria…

Às vezes penso ter sido, nesses dois anos, demasiado exigente para com ele! Às vezes penso que, talvez por isso, me possa ter guardado algum rancor. Mas, no fundo, sei que não. Sei que, embora só dez anos mais velho, por vezes tive que assumir o papel de pai, e que, ele hoje sabe que um pai, por vezes,  tem que nos contraria!

Espero que volte. Para jantar ou para dormir… Espero que atinja todos os seus objectivos e espero que saiba que será sempre muito especial para mim!

Obrigado pela visita!

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