Category: Desafios

Quem é?

mmmmmmAlguém sabe quem é o caricaturado?

Desafio (3) – No caminho da escola

Alguma coisa me dizia que devia escrever aquele Post-Scriptum.

O Emanuel, que escreve muito bem e direitinho no seu Caderno de Duas Linhas , tinha enviado uma história que não chegou até mim… Utilizou o formulário “contacto” que, pelos vistos (já testei também sem sucesso :-( ), não funciona!

Obrigado Emanuel por insistir.

Obrigado por mais esta bela  história que publico hoje…

arame18_emaneul

No caminho da Escola

Todos os dias eu parava uns instantes ao pé da vedação. Mesmo nos dias em que, atrasado para a escola, vinha a correr desde casa. A curiosidade prevalecia em todas as circunstâncias. Todos os dias, ao vislumbrá-la já de longe, pensava no que tinha de tão especial aquele terreno que ela guardava.
Não percebia porque aquele pedaço de terra não me estava naturalmente acessível. Porque diferia dos restantes. Teria enterrado tesouros escondidos de algum pirata? Existiria no meio daquele afastado conjunto de árvores as ruínas de um palácio de algum rei? Ou encontraria a entrada para um túnel secreto que se dizia existir desde o tempo dos romanos? Ainda convenci duas ou três vezes o Henrique a parar comigo e a dar os seus palpites sobre o mistério, mas o resto dos dias ficava solitário com aqueles minutos.
Os conjuntos de picos que o arame fazia em alguns locais da vedação – arame farpado, ouvi certa vez o meu pai dizer – soavam ameaçadores e pareciam informar-me especificamente que nem pensasse em faltar-lhes ao respeito. Apesar daquela aparência ferrugenta estavam ali para estabelecer um limite às minhas aventuras.
Não aceitei a mensagem. Certa vez olhei para um deles em especial; aquele que parecia mais perfeito. Decidi nomeá-lo como uma espécie de chefe de todos os outros picos. A ideia era que se eu perdesse o medo a ele, poderia finalmente ultrapassar sem receio todo aquele limite. Poderia por fim conhecer todos os mistérios que aquele terreno encerrava. Poderia, como um troféu, ostentar orgulhosamente essa coragem perante os meus amigos.

Por isso chegou o dia. Chegou o dia em que perdi o medo a toda a vedação. Chegou o dia em que entrei no terreno e vi que afinal era igual aos outros, sem tesouros, túneis ou palácios. Chegou o dia em que contei a aventura aos olhos esbugalhados dos amigos do recreio. Chegou o dia em que escondi as feridas na mão e nas pernas causadas pelos picos a quem faltei ao respeito.
Agora, a caminho da escola, já não paro ao pé da vedação. Até finjo que não a vejo. Mas escuto os risos de mofa que os picos de arame me dirigem.

Emanuel Amaral (Caderno de duas linhas)

Outros textos neste desafio…

ps. Caso tenha acontecido o mesmo a mais alguém, enviem ainda por favor…

Desafio (3) Obrigado!

Responderam ao meu desafio 17 amigos(as). Alguns  não conheço ainda pessoalmente.

A todos muito obrigado. Gostei de todos os textos sem excepção…

Só por curiosidade, deixo aqui uma panorâmica do lugar onde repousa este arame farpado. Se tivesse afastado mais a máquina do arame as histórias seriam certamente outras… A Deep diria que conhece o local, que já foi à festa da Srª de Assunção, a 15 de Agosto, neste  cabeço, perto de Vila Flor. Talvez a Clo dissesse que se lembra de me ver tirar esta foto quando passamos por lá e parei o carro para captar a paisagem. Talvez a imagem não fizesse lembrar prisões ou apertos no coração… Acho que algumas vezes temos que nos afastar para ver melhor e outras procurar bem perto para ver os detalhes…

Muito, muito obrigado por me aturarem… Continuem por aqui, mesmo sem ler… Gosto de vos sentir por cá!

João

desafio

Textos neste desafio…

Ps. Caso alguém tenha mandado algum texto que não publiquei trata-se de um engano ou uma distracção minha e peço o reenvio ou um comentário num post….

Desafio 3 (17) – Abrir a boca

A História de hoje vem do outro lado do Atlântico. Há dias roubei um poema à Eliana que, poucos minutos antes,  tinha deixado esta frase na caixa de comentários. Os blogues, e as redes, têm destas coisas. Todos os dias descobrimos ou somos descobertos por alguém…

Muito obrigado Eliana, volte sempre…

Leia tudo o que quiser e escreva sempre que lhe apetecer!

arame16_Eliana

Abrir a boca

Porque assim em close quase fechado, tão perto a ponto de ser possível tocar, um arame farpado abre sua boca de cerca e diz coisas sobre as fronteiras. O que me separa do horizonte, onde pode ser que eu encontre minha alma, será esse medo de que um arame farpado faz sentido?

Eliana Mara Chossi (O mundo tem inscrições sempre abertas)

Outros textos neste desafio…

Desafio 3 (16) – Arame farpado

A razão pela qual escolhi este nome para o blogue está explicada aqui. Mas fosse qual fosse a origem, gosto e por vezes dizem-me que vieram aqui (embora sem ler) porque acharam o nome original. Também  acho alguns nomes de blogues  originais, como é o caso de “Claras em castelo” da Marta. Não sei há quanto tempo ela passa por aqui, sem ler, e eu passo pelas suas claras em castelo, mas fico-lhe grato por ter participado no desafio e me ter enviado este texto… No entanto, honestamente: não esperes aqui tantos comentários como costumas ter por lá! A razão é simples, aqui escrevemos mas ninguém, lê!

Muito obrigado!

arame16_martaArame farpado
Nunca o quis ver
Nunca o senti
Um dia olhando memórias, senti-me amarrado, passei à frente indignado, já tinha passado.
No largo dos dias, de vez em quando vinha aquela impressão, uma sensação, respirava fundo e passava
Uma noite o sonho rebentou violentamente, acordei ouvindo gritos, encharcado, os gritos continuavam até perceber que era eu que assim gritava
Sabia que tinha sonhado, mas não me consegui lembrar
Levantei-me perturbado, fui ao frigorífico arranjei um copo de leite e pus a sétima sinfonia de Beethoven, numa tentativa de acalmar
Sentei-me e esforcei-me para perceber o que se passava e então lembrei-me
Fui empurrado, metralhadora encostada ao peito, tal como me encostava naquele momento ao sofá, as farpas entraram-me nas costas, senti líquido quente que escorria e gritava, gritava, a dor endoidecia
Revi todos os passos daquele dia, gritei ainda em agonia com a lembrança, mas esforcei, esburaquei, até conseguir arrancar o bocado de arame farpado que tinha ficado no fundo de mim
Livrei-me? Ainda não

Marta (Claras em Castelo)

Outros textos neste desafio…

Desafio 3 (15) – Um passo de ballet

O texto de hoje foi escrito pela parceira… Durante um ano a CristinaGS escreveu também por aqui, onde ninguém a lia… Tínhamos, nesses tempo, esta parceria, que envolvia também a ~CC~  e, como velhos hábitos não se perdem, mesmo depois de me abandonarem e criarem os seus próprios espaços continuo a vê-las como parceiras e sobretudo como amigas.

Gosto de parcerias e de amizades…

Quanto ao texto, embora sacado a ferros, ficou lindo…. como sempre, parceira!

arame15_cristina

Um passo de ballet

Olhavam-se de longe com medo de se aproximarem. Hirtos, inflexíveis, muito dignos no seu orgulho solitário. Todos os dias o ritual se repetia. Olhavam-se demoradamente. Atracção irresistível. Imperceptivelmente deslocavam-se um pouco cada dia. Jurariam que não se tinham mexido e atribuiriam sempre o movimento de aproximação ao movimento de rotação da Terra. Uma qualquer microplaca tectónica que se movia sob os seus pés. Pequenos terramotos interiores. Assim, sem se darem conta cada vez mais próximos. Um jogo jogado durante algum tempo. Um dia tocaram-se de leve com as pontas dos dedos e, de imediato os corpos se enlaçaram numa suave dança. Os sentidos despertos. O coração a transbordar depois de tanta contenção. Conheciam ambos a fragilidade do amor. De quantos (des)equilíbrios é feito. No fio da navalha. Um passo de ballet: grand jeté.

CristinaGS (A poeira dos dias)

Outros textos neste desafio…

Desafio 3 (14) – Coroa de Espinhos

Mais um texto,   enviado também pela Isabel mas agora da sua autoria. Um texto comovente que nos alerta para um problema bem real, muitas vezes associado ao envelhecimento.

Muito obrigado Isabel

arame14_isabel

COROA DE ESPINHOS
O dramático destino dos doentes de Alzheimer é uma verdadeira “morte em vida”, que os priva, num percurso de muitos anos, da sua própria alma, encarcerada numa teia de arame farpado que, qual coroa de espinhos, vai apertando, cada vez mais, cravando nela profundamente os seus nós e espigões, esvaziando-a de todo o seu sentido, até a deixar ali exangue, ferida de morte, à espera do último golpe de misericórdia.
(Este texto já é de minha autoria e insere-se numa crónica “As Borboletas Nunca Voltam – Crónica de Uma Demência”)

Coroa de espinhos

O dramático destino dos doentes de Alzheimer é uma verdadeira “morte em vida”, que os priva, num percurso de muitos anos, da sua própria alma, encarcerada numa teia de arame farpado que, qual coroa de espinhos, vai apertando, cada vez mais, cravando nela profundamente os seus nós e espigões, esvaziando-a de todo o seu sentido, até a deixar ali exangue, ferida de morte, à espera do último golpe de misericórdia.

Isabel
(Este texto insere-se na crónica “As Borboletas Nunca Voltam – Crónica de Uma Demência”)

Outros textos neste desafio…

Desafio 3 (13) – Prisões

Confesso que este arame também a mim me faz lembrar prisões.  Não conheço  o Carlos, mas sei que veio aqui parar vindo de um Novo Mundo e que tem um blogue chamado THE CAT SCATS

Obrigado pelo texto Carlos, volte sempre…
arame12_carlos

Prisões

Arames farpados lembram-me sempre prisões, reais ou imaginárias. As reais, porventura, já nem os utilizam, pois o nosso admirável mundo novo tem formas mais sofisticadas de nos prender; e as imaginárias, enfim, nunca são imaginárias, porque se nos sentimos presos, efectivamente, estamos presos. Mas os arames farpados, cedo ou tarde, enferrujam, e é nessa altura que, se ainda tivermos forças, nos libertamos. Libertamo-nos, sim, porque o homem não foi concebido para estar preso – afinal, não é pela liberdade, acima de todas as coisas, que temos lutado e caminhado desde o início dos tempos?

Carlos Azevedo (THE CAT SCATS)

Outros textos neste desafio…

Desafio 3 (12) – Uma luta incógnita

Responderam ao desafio pessoas que não conheço, pessoas que conheço graças ao blogue e também uma pessoa que conheci muitos anos antes de saber o que era um blogue… A Deep é minha conterrânea. Respirou (e respira muitas mais vezes que eu) o ar da nossa serra… As nossas aldeias distam talvez uns 3 km e estudamos juntos  em Bragança, em meados dos anos 80. Seguiu letras e por isso -e por talento natural, também certamente- escreve sempre uns textos que me fascinam…. É  uma honra para mim poder ter aqui uns bocadinhos do que ela escreve…

Um grande abraço, amiga…

arame13_luisa

Uma luta incógnita

Na ânsia de evitar a investida do canídeo de respeitável porte que, atiçado pelo odor do seu medo, se lançara em sôfrega cavalgada, corria desenfreada.
Cego de pânico, o seu corpo embateu, de súbito, numa vedação de arame farpado. Lançou-se, instintivamente, contra o solo ainda húmido e lamacento das últimas chuvas.
Apoiada nos cotovelos, fez deslizar o corpo sob o exíguo espaço que separava o arame do chão. Antes que conseguisse ficar a salvo, viu-se detida por uma farpa que, na sua agressividade pontiaguda, lhe abriu um rápido, mas incisivo, rasgão na manga da blusa, que se prolongou pelo braço, num profundo sulco, onde começavam a formar-se pequenas gotas de sangue. Alheia ao ardor que provinha da ferida aberta, debatia-se para libertar o pé direito do sapato que, entretanto, o cão abocanhara pela ponta.
Quis gritar por socorro, mas os sons não passavam de meros esboços mentais. A sufocar de pânico, conseguiu voltar-se.
Abriu os olhos. Pelas frestas das persianas começava a entrar o dia. A roupa de cama em desalinho denunciava uma luta incógnita em que, porventura se lançara, durante o sono.

Na ânsia de evitar a investida do canídeo de respeitável porte que, atiçado pelo odor do seu medo, se lançara em sôfrega cavalgada, corria desenfreada.

Cego de pânico, o seu corpo embateu, de súbito, numa vedação de arame farpado. Lançou-se, instintivamente, contra o solo ainda húmido e lamacento das últimas chuvas.

Apoiada nos cotovelos, fez deslizar o corpo sob o exíguo espaço que separava o arame do chão. Antes que conseguisse ficar a salvo, viu-se detida por uma farpa que, na sua agressividade pontiaguda, lhe abriu um rápido, mas incisivo, rasgão na manga da blusa, que se prolongou pelo braço, num profundo sulco, onde começavam a formar-se pequenas gotas de sangue. Alheia ao ardor que provinha da ferida aberta, debatia-se para libertar o pé direito do sapato que, entretanto, o cão abocanhara pela ponta.

Quis gritar por socorro, mas os sons não passavam de meros esboços mentais. A sufocar de pânico, conseguiu voltar-se.

Abriu os olhos. Pelas frestas das persianas começava a entrar o dia. A roupa de cama em desalinho denunciava uma luta incógnita em que, porventura se lançara, durante o sono.

Deep (Letras são papéis)

Outros textos neste desafio…

Desafio 3 (11) – Borboletas

O texto de hoje foi escrito pelo Guilherme, mas enviado pela sua esposa, a Isabel.

Não conheço nenhum dos dois, nem me recordo de os “sentir” por aqui… No entanto,  como a Isabel, também eu gostei muito  desta história…

Fico muito  agradecido aos dois por me darem oportunidade  de a partilhar aqui.

Muito obrigado

arame11_guilherme

Borboletas

As borboletas nunca voltam… Elas passam por aqui esvoaçando, subindo e descendo, como nós o fazemos durante toda a vida. Tal como nós, as borboletas não voltam. Nunca mais voltam! Deixam por aí um rasto imperfeito, visões coloridas como muitos dos nossos sonhos… Fazem um percurso sem destino, saltitante, imperfeito – como nós fazemos sempre que sonhamos e também em cada dia das nossas vidas! Flutuam no ar das primaveras, como nós, e fenecem como flores frescas que chegaram ao fim do seu tempo… Não há mistério na suave e silenciosa passagem de uma borboleta perante os nossos olhos. Nem elas deixam atrás de si um rasto de memórias, ao contrário de nós, que o deixamos, às vezes indecifrável para os outros, outras vezes como uma herança abençoada, uma recordação que perdura nos corações dos que ficam. Mal é quando esse rasto se perde na memória daqueles que, por tradição, se deviam lembrar de que as suas vidas foram o fruto de tantos sacrifícios, como se da forçada libertação de um casulo se tratasse, que a partida é dolorosa… Borboletas, afinal, somos nós todos, num percurso semelhante, comum no pó que nos espera!

Guilherme, 2010

Outros textos neste desafio…

Desafio 3 (10) – Aventuras

A foto despertou na Luísa recordações de criança… Agora que vive na terra das vacas, usa um blogue para nos mostrar um pouco dos costumes de lá… Vacas parece que há mesmo muitas, a acreditar no que nos diz:  ”há as castanhas e as malhadas, há as de trabalho e as leiteiras, há a que ri e há a roxa da Milka, há as de quatro patas e as de duas...”

Não a conheço pessoalmente, mas gosto de passar pelo seu canto e sei que também passa por aqui, mesmo não lendo…

Um grande abraço, que ajude a derreter a neve que por aí deve haver!

arame10_luisa

Aventuras

De repente, lembrei-me de quando era criança.  De quando eu passava a vida a “escabriolar” em cima das árvores e dos muros. Havia um particularmente interessante. Não era alto, era largo para os meus pés pequenos e tinha arame farpado no meio. Eu subia para o muro e caminhava com uma perna de cada lado do arame farpado. Com uma coisa tão simples, sentia-me o Macgyver (o grande herói da infância, a seguir ao grande Marco Paulo). Até ao dia em que rasguei os calções… A minha mãe bem que olhava para eles, mas não percebia a diferença. Só percebeu no momento de os lavar. É que eles tinham uma dobra no fundo e eu, para esconder o rasgão, dei-lhe outra. Resultado: umas belas palmadas, não pelo rasgão, mas por andar em cima dos muros. E o resultado das palmadas? Uma temporada sem aventuras à Indiana Jones!

Luísa (Na terra das Vacas)

Outros textos neste desafio…

Desafio 3 (9) – Arame farpado, linha da vida…

A história de hoje foi escrita pela Nenúfar cor-de-rosa, que já foi girafa da mesma cor. Encontrámos-nos  apenas umas duas ou três vezes mas sinto-a bastantes vezes por aqui (embora sem ler, bem sei…) e muitas vezes me avisa de gralhas (e alguns erros de palmatória) que detecta em primeira mão… Tem sempre um tempinho para responder aos meus desafios e por isso envio um abraço muito especial!

arame9_paulaxana

Arame farpado, linha da vida…

Quando lhe pergunto o que lhe sugestiona aquela imagem, ela diz que é uma faca e o rapaz fala em nós…para mim, é a vida…

Malabarista equilibro-me em cima dele – do arame. Tento raspar a ferrugem, alaranjada, esfregando com os pés e, talvez com as mãos, estas são úteis quando me desequilibro e, ao escorregar, me tento agarrar com força para não cair…é que eventualmente, cá em baixo não há rede e o chão é duro!!

Em que parte estarei eu? Na rectilínea, sem altos nem baixos?? Ou naquela que tem as farpas, provavelmente até no duro nó?? Teria piada, se a vida fosse assim num liso sem descontinuidades?

Há quem fique magoado com os picos, com as arestas e gumes afiados, dizem que parecem facas com lâminas cortantes, cruéis, impiedosas, outros há que se ferem só ao nível da epiderme….faz sangue, dói um pouco, mas logo sara, e cicatriza. Tudo depende de cada um, cada qual regenera a seu tempo, há quem nem regenere…são aqueles que andam tristes, infelizes, rostos amargos e sem sorrisos, nem olhares cúmplices. Os que conseguem superar, voltando a sua pele ao normal, não registando grandes indícios de sofrimento…a esses chamamos de heróis, são os fortes, diz-se que têm garra!!

A vida complica-se no nó, mas há quem o desfaça, porque mesmo sendo de arame forte, duro e cru, alguns são fáceis de desatar, basta a força de vontade e os sorrisos aos molhos, uma pitada de alegria e outros condimentos felizes. Outros há que tropeçam esfolando o nariz e fazendo nódoas difíceis de apagar…envolvem-se em tal rolo, embrulhando-se no próprio arame e criam e recriam nós e mais nós, que por serem enferrujados podem até provocar o tétano e empedernimento do coração!!!

Há que escolher o que ser no meio deste caminho, ou mesmo no princípio, eventualmente fim. Mas há que escolher ..e SER.

Mas…agora reparo…poderia ser uma mão em forte aperto, agarrando algo, as farpas os dedos e…vejo bem…tem dois arames juntos, em paralelo, caminhando num só sentido…mas isso, isso sim daria outra história e a foto não dá para tantas palavras…é que estas são como as cerejas e as fotos também!!

Nenúfar cor-de-rosa

Outros textos neste desafio…

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