Category: Desafios

Desafio

Quem sabe onde foi tirada esta foto? É fácil, há muitas pistas!

 

Uma foto e um poema (9)

As palavras são do grande Vinicius de Moraes.

Quem as escolheu foi a Luísa, que vive Na Terra das Vacas mas com Portugal no coração.

Muito obrigado Luísa.

Uma foto e um poema (8)

O Emanuel, que escreve num caderno de duas linhas,  associou a foto do baloiço a um lindo poema da Mafalda Veiga.

Muito obrigado Emanuel.

Uma foto e um poema (7)

A Clo aceitou o meu desafio e enviou um poema de Cecília Meireles para a foto da bicicleta… Obrigado, Clo.

Ps. No caso de ter  poemas na gaveta, mande! Ainda vai a tempo…

Fotos à procura de poemas…

Pois, para todos os que estranhavam a ausência de desafios aqui está…

Vou partilhar aqui quatro fotos que procuram poemas… Podem ser originais ou não, depois farei a montagem sobre a foto e publicarei aqui com a indicação de quem escreveu ou escolheu o poema para a foto…

Começo a publicar os resultados (se os houver) de hoje a oito dias…

Desde já obrigado a todos os que passam aqui e participam, embora não lendo!

Ps. Podem enviar para jvt@ninguemle.org, não esquecendo de indicar a qual das 4 fotos se destina.

Quem é?

mmmmmmAlguém sabe quem é o caricaturado?

Desafio (3) – No caminho da escola

Alguma coisa me dizia que devia escrever aquele Post-Scriptum.

O Emanuel, que escreve muito bem e direitinho no seu Caderno de Duas Linhas , tinha enviado uma história que não chegou até mim… Utilizou o formulário “contacto” que, pelos vistos (já testei também sem sucesso :-( ), não funciona!

Obrigado Emanuel por insistir.

Obrigado por mais esta bela  história que publico hoje…

arame18_emaneul

No caminho da Escola

Todos os dias eu parava uns instantes ao pé da vedação. Mesmo nos dias em que, atrasado para a escola, vinha a correr desde casa. A curiosidade prevalecia em todas as circunstâncias. Todos os dias, ao vislumbrá-la já de longe, pensava no que tinha de tão especial aquele terreno que ela guardava.
Não percebia porque aquele pedaço de terra não me estava naturalmente acessível. Porque diferia dos restantes. Teria enterrado tesouros escondidos de algum pirata? Existiria no meio daquele afastado conjunto de árvores as ruínas de um palácio de algum rei? Ou encontraria a entrada para um túnel secreto que se dizia existir desde o tempo dos romanos? Ainda convenci duas ou três vezes o Henrique a parar comigo e a dar os seus palpites sobre o mistério, mas o resto dos dias ficava solitário com aqueles minutos.
Os conjuntos de picos que o arame fazia em alguns locais da vedação – arame farpado, ouvi certa vez o meu pai dizer – soavam ameaçadores e pareciam informar-me especificamente que nem pensasse em faltar-lhes ao respeito. Apesar daquela aparência ferrugenta estavam ali para estabelecer um limite às minhas aventuras.
Não aceitei a mensagem. Certa vez olhei para um deles em especial; aquele que parecia mais perfeito. Decidi nomeá-lo como uma espécie de chefe de todos os outros picos. A ideia era que se eu perdesse o medo a ele, poderia finalmente ultrapassar sem receio todo aquele limite. Poderia por fim conhecer todos os mistérios que aquele terreno encerrava. Poderia, como um troféu, ostentar orgulhosamente essa coragem perante os meus amigos.

Por isso chegou o dia. Chegou o dia em que perdi o medo a toda a vedação. Chegou o dia em que entrei no terreno e vi que afinal era igual aos outros, sem tesouros, túneis ou palácios. Chegou o dia em que contei a aventura aos olhos esbugalhados dos amigos do recreio. Chegou o dia em que escondi as feridas na mão e nas pernas causadas pelos picos a quem faltei ao respeito.
Agora, a caminho da escola, já não paro ao pé da vedação. Até finjo que não a vejo. Mas escuto os risos de mofa que os picos de arame me dirigem.

Emanuel Amaral (Caderno de duas linhas)

Outros textos neste desafio…

ps. Caso tenha acontecido o mesmo a mais alguém, enviem ainda por favor…

Desafio (3) Obrigado!

Responderam ao meu desafio 17 amigos(as). Alguns  não conheço ainda pessoalmente.

A todos muito obrigado. Gostei de todos os textos sem excepção…

Só por curiosidade, deixo aqui uma panorâmica do lugar onde repousa este arame farpado. Se tivesse afastado mais a máquina do arame as histórias seriam certamente outras… A Deep diria que conhece o local, que já foi à festa da Srª de Assunção, a 15 de Agosto, neste  cabeço, perto de Vila Flor. Talvez a Clo dissesse que se lembra de me ver tirar esta foto quando passamos por lá e parei o carro para captar a paisagem. Talvez a imagem não fizesse lembrar prisões ou apertos no coração… Acho que algumas vezes temos que nos afastar para ver melhor e outras procurar bem perto para ver os detalhes…

Muito, muito obrigado por me aturarem… Continuem por aqui, mesmo sem ler… Gosto de vos sentir por cá!

João

desafio

Textos neste desafio…

Ps. Caso alguém tenha mandado algum texto que não publiquei trata-se de um engano ou uma distracção minha e peço o reenvio ou um comentário num post….

Desafio 3 (17) – Abrir a boca

A História de hoje vem do outro lado do Atlântico. Há dias roubei um poema à Eliana que, poucos minutos antes,  tinha deixado esta frase na caixa de comentários. Os blogues, e as redes, têm destas coisas. Todos os dias descobrimos ou somos descobertos por alguém…

Muito obrigado Eliana, volte sempre…

Leia tudo o que quiser e escreva sempre que lhe apetecer!

arame16_Eliana

Abrir a boca

Porque assim em close quase fechado, tão perto a ponto de ser possível tocar, um arame farpado abre sua boca de cerca e diz coisas sobre as fronteiras. O que me separa do horizonte, onde pode ser que eu encontre minha alma, será esse medo de que um arame farpado faz sentido?

Eliana Mara Chossi (O mundo tem inscrições sempre abertas)

Outros textos neste desafio…

Desafio 3 (16) – Arame farpado

A razão pela qual escolhi este nome para o blogue está explicada aqui. Mas fosse qual fosse a origem, gosto e por vezes dizem-me que vieram aqui (embora sem ler) porque acharam o nome original. Também  acho alguns nomes de blogues  originais, como é o caso de “Claras em castelo” da Marta. Não sei há quanto tempo ela passa por aqui, sem ler, e eu passo pelas suas claras em castelo, mas fico-lhe grato por ter participado no desafio e me ter enviado este texto… No entanto, honestamente: não esperes aqui tantos comentários como costumas ter por lá! A razão é simples, aqui escrevemos mas ninguém, lê!

Muito obrigado!

arame16_martaArame farpado
Nunca o quis ver
Nunca o senti
Um dia olhando memórias, senti-me amarrado, passei à frente indignado, já tinha passado.
No largo dos dias, de vez em quando vinha aquela impressão, uma sensação, respirava fundo e passava
Uma noite o sonho rebentou violentamente, acordei ouvindo gritos, encharcado, os gritos continuavam até perceber que era eu que assim gritava
Sabia que tinha sonhado, mas não me consegui lembrar
Levantei-me perturbado, fui ao frigorífico arranjei um copo de leite e pus a sétima sinfonia de Beethoven, numa tentativa de acalmar
Sentei-me e esforcei-me para perceber o que se passava e então lembrei-me
Fui empurrado, metralhadora encostada ao peito, tal como me encostava naquele momento ao sofá, as farpas entraram-me nas costas, senti líquido quente que escorria e gritava, gritava, a dor endoidecia
Revi todos os passos daquele dia, gritei ainda em agonia com a lembrança, mas esforcei, esburaquei, até conseguir arrancar o bocado de arame farpado que tinha ficado no fundo de mim
Livrei-me? Ainda não

Marta (Claras em Castelo)

Outros textos neste desafio…

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