Category: cinema

Num mundo melhor

Num mundo melhor talvez tivesse tempo para ver mais filmes.

Este foi recomendado pela minha irmã Clo e, mais uma vez, acertou com um filme que me “enche as medidas”.

Confesso que não tenho visto muito cinema dinamarquês, mas a julgar por este acho que é só por ter andado distraído!

O filme, de Susanne Bier, fala-nos, sobretudo, de coragem.

Um filme educativo, daqueles que todos os miúdos deveriam ver quando fizessem 16 anos.

Personagens fortes e corajosas, mesmo que a coragem nem sempre se possa avaliar pela altura do indivíduo ou até pelos gritos que consegue grunhir…

Um filme que também nos fala de bullying e de ratos que escondem autênticos leões!

Se puder ver, não perca… Não dará o tempo por perdido!

Os Miseráveis…

Tenho um sofá para dois onde, por vezes, nos sentamos três. Foi assim este fim-de-semana.

Já me habituei a que fosse ele a trazer um filme para vermos. Sábado  trazia “Les Misérables”, numa das suas muitas adaptações para cinema. Esta era a de 1998, com   Liam Neeson, Geoffrey Rush e Uma Thurman como protagonistas. Ele tinha visto a série de 2000, com  Gérard Depardieu e John Malkovich e sabia já a história.

Gosta de ler Vitor Hugo, pelo menos quando é obrigado a ler qualquer coisa, e por isso o interesse por esta obra. Mas penso que já gosta de ler, ele que, ainda há bem pouco tempo, dizia não gostar.

Vimos os dois o filme, enquanto a Inês estudava,  e gostamos. Combinamos que me traria a série porque, dizia, estava bem melhor.

No domingo sentei-me no sofá de dois onde já estava a Inês a ver televisão. Propus que espreitássemos o primeiro episódio da série, que o André tinha trazido, para confirmarmos se Jean Valjean interpretado por  Depardieu era realmente melhor que interpretado por Liam Neeson. Embora já tivesse visto o André juntou-se a nós debaixo da manta, no sofá feito para dois mas onde, por vezes, cabem três.

Vimos todo o primeiro episódio. Fazia-se tarde, mas a Inês estava colada à história, queria saber o que se passaria a seguir porque não tinha visto o filme no dia anterior. Continuamos até meio do segundo episódio e confesso que, se tempo houvesse, teríamos ficado ainda um pouco mais.

É impressionante como uma história escrita há 150 anos continua actual e a agarrar gerações à volta das suas páginas ou das interpretações  que delas fizeram.

Obrigado puto, pela magnífica sugestão. Obrigado Inês por te sentares connosco e com tanto interesse num sofá para dois onde, por vezes, cabem três!

Quem sabe se um dia não vemos ainda, em Londres, o musical? Assim a crise o permita!

Ps. No entanto, em abono da verdade, tenho que dizer que preferi  aversão Uma Thurman  da  Fantine à versão  Charlotte Gainsbourg…

Correntes

Publicado em: 29 de March de 2009

Perto demais (Closer)

 Acabo de passar uma hora e meia a ver este filme. Venho aqui tentar escrever alguma coisa sobre o resumo de quatro anos de quatro vidas que passaram à  frente dos  meus olhos. Sei que não vou conseguir. Não saberei dizer  quem foram os bons  e quem foram os maus, quem traiu quem e quando. Nem saberei dizer  se a história terminou  bem ou mal.

Podemos viver ao lado de alguém sem nem sequer saber o seu nome? Pode alguém que nos ama até isso nos esconder? Qual será afinal a nossa vida real? Será a verdade sempre a melhor solução? Deveremos procurá-la sempre a qualquer preço?

Um drama. Ou uma história de amor. Ou duas, ou quatro… ou nenhuma!

Não sei o que escrever e por isso vou parar.

O filme já é de 2004, talvez alguém já o tenha visto…  A mim, só um comentário me ocorre, parafraseando o MEC,  ”O Amor é Fodido”!

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Um conto chinês…

Roberto colecciona notícias absurdas que vai encontrando nos jornais: uma vaca que cai do céu e mata uma jovem que estava num barco, segundos antes do seu noivo a pedir em casamento; um casal que perde a vida por não tomar cuidado onde estaciona para fazer amor. De resto, segue a sua vida, tranquilamente, cheio de hábitos e manias, fechando-se para todos e até para a bela Mari que lhe vai insinuando mais ou menos declaradamente o amor que sente por ele. Claro que há uma razão para isso, há sempre uma razão!

Um dia, enquanto via aterrar aviões, Jun, um jovem chinês,  entra na sua vida.   Não falam a mesma língua mas acabam por se compreender… O Jovem procura um tio que deveria viver em Buenos Aires e cai, por acaso, perto de Roberto.

Meticuloso e organizado como é, Roberto tem a solução para se desfazer do chinês…. Basta escrever os números até 7 numa folha e ir riscando um por dia, ao fim de 7 dias o chinês terá que deixar a sua casa!

Se leu até aqui saberá que as coisas nem sempre correm como planeamos, principalmente quando se trata de riscar alguém das nossas vidas com o número 7 está envolvido no assunto!

A vida tem destas coisas e com tanto chinês, o que apareceu em Buenos Aires tinha que ser precisamente o que perdeu a noiva por culpa de uma vaca que caiu do céu…

No fim, Jun conseguirá  dizer obrigado a  Roberto e  Roberto também terá algo a agradecer ao seu chinês. Afinal nem sempre aquele quem  parece dar mais é o menos recompensado no final!

Uma comédia argentina com mais uma brilhante interpretação de Ricardo Darin.

Não percam e divirtam-se… Se for no carro, por favor, tomem as devidas precauções!

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Dou-te os meus olhos

Dou-te os meus olhos é um filme intenso. Fala-nos de violência, da doméstica. É um dos filmes que acabo de ver e penso: “Este é um documento… isto deveria ser visto na escola!”. Bom a verdade é que mais professores devem pensar o mesmo, numa pesquisa rápida encontrei vários materiais para o explorar em aula (ver aqui, por exemplo). Também nos fala de amor, embora pouco… Ou antes, por pouco tempo. Fala-nos de ciúme, do doentio e de olhos que brilham quando se descobre o que se gosta de fazer. Fala-nos de como, por vezes, o amor é confundido com posse e de como pensamos que algo ou alguém nos pertence “só” porque nos ama! Fala-nos de amor também entre irmãs e de como quem nos ama de verdade nos compreende e está sempre ao nosso lado quando precisamos.

Embora António se trate, os instintos são mais fortes do que ele.   Embora Pilar tenha medo, é uma mulher forte.

Um filme para nos fazer pensar, de Iciar Bollaín (a realizadora de Também a chuva), que nos mostra ainda que não se ganham prémios por acaso e que, neste caso, os sete Goya foram bem merecidos!

Se gosta de cinema espanhol, ou simplesmente de cinema… não perca!

Também a chuva

Filmado em 2010, na Bolívia, conta-nos a história de uma equipa de realização que escolhe uma cidade boliviana (Cochabamba) para filmar a chegada de Cristóvão Colombo à América. A razão da escolha prende-se também com a mão de obra barata que podem encontrar no local. Ao longo do filme as personagens e a história vão-se misturando e revelando, à medida que tudo se complica com a chamada “guerra da água” que teve como palco principal essa cidade boliviana, em 2000. Aqueles que mais parecem querer poupar estarão dispostos a gastar, aqueles que parecem encarnar a coragem das personagens que representam duplamente acabam por se revelar cobardes enquanto que os cobardes mostram não o ser.

As palavras são dadas e mantidas umas vezes e outras vezes não, porque nem sempre temos as mesmas prioridades e isso pode fazer toda a diferença!

Uma fotografia fantástica, personagens ricas e bem construídas, diálogos intenso….

Várias cenas  fazem deste filme um filme excepcional. Destaco uma onde o realizador do filme, que filmam dentro do filme, tenta explicar às figurantes como vão fazer parecer real a simulação do afogamento dos seus filhos de colo, num rio. A operação é completamente segura, só os molharão os bebés até à cintura sendo depois substituídos por bonecos. No entanto as mães recusam filmar uma das cenas que, segundo o director, põe toda a obra em causa por corresponder a um acto de desespero que realmente aconteceu… É então que o interprete, que acaba de conversar com as mães, lhe explica: “Sebastian, há coisas mais importantes que o teu filme!”

Daniel perceberá isso mas penso que também nós esquecemos,  vezes demais,  tão embrenhados que andamos com os nossos “pequenos” projectos, no nosso pequeno mundo, rodeados das nossas abundâncias e pequenos mimos. Muitas vezes não percebemos os actos mais simples, mas dignos!

Um filme que nos faz reflectir,  onde as personagens acabam por aprender, e também nós, que há vida para além de um filme.

Obrigado Clo pela sugestão. Tu sabias que eu gostaria e isso também me deixa contente, gosto de saber que quem me conhece desde que nasci sabe do que realmente gosto!

Partilho a sugestão com todos os que por aqui passam e preferem os filmes que nos chegam da vizinha Espanha, da América latina ou de França a algumas das produções com muitos tiros bem ao estilo de Hollywood!

Ver apresentação

 

O filho da noiva

Normalmente são os pais que organizam os casamentos dos filhos.Pensam em todos os pormenores, trazem dezenas ou centenas de convidados para, numa grande festa, mostrarem ao mundo, mas sobretudo aos amigos, como estão felizes os seus filhos nesse dia!

Mas este filme foge à normalidade. Aqui é o filho quem organiza o casamento dos pais que  já passaram 44 anos juntos, em pecado, mas cheios de amor. O importante agora é dar à mãe o casamento que sempre desejou. Memsmo que  já não saiba sempre onde e com quem está.

Um filme argentino, de 2001,  muito, muito  bom.

Conta, no papel principal, com um excelente desempenho de Ricardo Darín, o  protagonista de “O segredo de seus olhos“.

Vejam, não vão dar o tempo por perdido!

Ps. Obrigado Margarida Lucas pela sugestão :-)

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50 First Dates

Por vezes sabe bem ver uma comédia, ainda que seja americana! Confesso que até acho piada ao  Adam Sandler. Quanto à   Drew Barrymore…. acho-lhe graça também!

A ideia de conquistar a mesma mulher todos os dias é boa, até porque todos os dias se dá aquele primeiro beijo tão especial… No entanto deve ser cansativo!

Seria bom que, como a protagonista, por vezes, também nós pudéssemos esquecer alguns dias quando deitamos a cabeça no travesseiro… No entanto, o preço a pagar é demasiado alto porque há outros que queremos recordar para sempre!

Um filme com algumas personagens bem conseguidas,  que nos deixa bem disposto e nos faz pensar apenas um bocadinho… Um bom filme para um domingo à tarde!

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The Adjustment Bureau

Eu bem sabia que existiam… Ver o filme só veio confirmar. Alguém traça as nossas rotas e controla os nossos destinos! Fugir deles!? Só com muita coragem… Afinal, na hora das verdadeiras decisões somos nós que abrimos e fechamos as portas. Será sempre mais fácil culpar outros, será sempre mais fácil acreditar que assim estava escrito… Eu bem sabia que alguém ditava os destinos. Ou pelo menos alguns!

Gostei!

 

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