Em busca de frescura

Levei o barco até meio do rio
E esperei que a tarde caísse.
Esperei que o Sol
Abrandasse essa sua força
Que mal me deixa respirar
E mergulhei as mãos na água.
Levei o pensamento
Até meio do rio
E esperei que as recordações
Se abandonassem aos meus pedidos.
Levei o coração comigo
E esperei que acalmasse.
Trouxe de volta calma e frescura
E apeteceu-me ficar no meio do rio.
Fiquei.
Levo este barco até meio do rio
Tal como cheguei a meio da vida.
Pensamento e coração.
Ondas, marés e tempestades.
Margens, portos, ancoradouros.
Viagens.
E do meio do rio,
Olhando o azul da água,
Sentido a frescura da sua água,
E a carícia do seu ondular,
Regresso à margem.
Trago o barco e
Volto do rio.
Tess, 6.07.2010
Ps. Poema escrito hoje pela amiga Teresa Pombo


By Teresa, 6 de Julho de 2010 @ 20:35
Aqui… assim… até fica mais bonito
obrigada! beijo.
By clorinda, 6 de Julho de 2010 @ 21:35
Muitos parabéns aos dois, resultou lindo!
By Fernando R, 6 de Julho de 2010 @ 23:53
Um “Ricardo Reis”…. incontido? Um equilíbrio inquieto?
Escreve mais
Fernando
By deep, 7 de Julho de 2010 @ 2:12
Um bonito conjunto.
Parabéns aos dois.
By Isabel, 7 de Julho de 2010 @ 8:38
A Teresa é minha Formadora! Que mundo pequeno, este! poema fantástico!
By Teresa, 7 de Julho de 2010 @ 15:02
Olá Isabel, que giro! Olá Fernando
por aqui… que bom ver-te! sempre achei que eu era mais “Álvaro de Campos” mas… gostei do “inquieto”
Beijinhos