Desafio 3 (16) – Arame farpado
A razão pela qual escolhi este nome para o blogue está explicada aqui. Mas fosse qual fosse a origem, gosto e por vezes dizem-me que vieram aqui (embora sem ler) porque acharam o nome original. Também acho alguns nomes de blogues originais, como é o caso de “Claras em castelo” da Marta. Não sei há quanto tempo ela passa por aqui, sem ler, e eu passo pelas suas claras em castelo, mas fico-lhe grato por ter participado no desafio e me ter enviado este texto… No entanto, honestamente: não esperes aqui tantos comentários como costumas ter por lá! A razão é simples, aqui escrevemos mas ninguém, lê!
Muito obrigado!
Arame farpado
Nunca o quis ver
Nunca o senti
Um dia olhando memórias, senti-me amarrado, passei à frente indignado, já tinha passado.
No largo dos dias, de vez em quando vinha aquela impressão, uma sensação, respirava fundo e passava
Uma noite o sonho rebentou violentamente, acordei ouvindo gritos, encharcado, os gritos continuavam até perceber que era eu que assim gritava
Sabia que tinha sonhado, mas não me consegui lembrar
Levantei-me perturbado, fui ao frigorífico arranjei um copo de leite e pus a sétima sinfonia de Beethoven, numa tentativa de acalmar
Sentei-me e esforcei-me para perceber o que se passava e então lembrei-me
Fui empurrado, metralhadora encostada ao peito, tal como me encostava naquele momento ao sofá, as farpas entraram-me nas costas, senti líquido quente que escorria e gritava, gritava, a dor endoidecia
Revi todos os passos daquele dia, gritei ainda em agonia com a lembrança, mas esforcei, esburaquei, até conseguir arrancar o bocado de arame farpado que tinha ficado no fundo de mim
Livrei-me? Ainda não
Marta (Claras em Castelo)


By marta, 13 de Março de 2010 @ 18:12
Comento pouco
MAS LEIO!
By deep, 13 de Março de 2010 @ 22:26
Pois eu li… e gostei muito!
By marta, 14 de Março de 2010 @ 14:12
E eu gostei muito do teu, Deep
muito mesmo