Desafio 3 (14) – Coroa de Espinhos

Mais um texto,   enviado também pela Isabel mas agora da sua autoria. Um texto comovente que nos alerta para um problema bem real, muitas vezes associado ao envelhecimento.

Muito obrigado Isabel

arame14_isabel

COROA DE ESPINHOS
O dramático destino dos doentes de Alzheimer é uma verdadeira “morte em vida”, que os priva, num percurso de muitos anos, da sua própria alma, encarcerada numa teia de arame farpado que, qual coroa de espinhos, vai apertando, cada vez mais, cravando nela profundamente os seus nós e espigões, esvaziando-a de todo o seu sentido, até a deixar ali exangue, ferida de morte, à espera do último golpe de misericórdia.
(Este texto já é de minha autoria e insere-se numa crónica “As Borboletas Nunca Voltam – Crónica de Uma Demência”)

Coroa de espinhos

O dramático destino dos doentes de Alzheimer é uma verdadeira “morte em vida”, que os priva, num percurso de muitos anos, da sua própria alma, encarcerada numa teia de arame farpado que, qual coroa de espinhos, vai apertando, cada vez mais, cravando nela profundamente os seus nós e espigões, esvaziando-a de todo o seu sentido, até a deixar ali exangue, ferida de morte, à espera do último golpe de misericórdia.

Isabel
(Este texto insere-se na crónica “As Borboletas Nunca Voltam – Crónica de Uma Demência”)

Outros textos neste desafio…

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2 Comentários

  • By Elsa Marina, 11 de Março de 2010 @ 9:37

    Infelizmente, tenho na familia, alguém muito proximo com este problema.A coroa ainda não está muito apertada, mas a ideia de que não para de apertar, assusta-me muito.
    Parabéns, pela forma como aborda o tema.
    Elsa

  • By Isabel, 11 de Março de 2010 @ 12:51

    Obrigada Elsa. Minha mãe morreu com Alzheimer e eu segui todo o percurso até ao seu final – durou cerca de DEZASSEIS anos! Só de pensar nele, me arrepio e, é por isso que estou a tentar escrever a minha experiência para que ela possa ajudar outros casos semelhantes. Embora hoje já existam recursos (não a cura) para ajudar doentes e famílias, que não havia há uns anos atrás, Graças a Deus!

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