Desafio 3 (11) – Borboletas

O texto de hoje foi escrito pelo Guilherme, mas enviado pela sua esposa, a Isabel.

Não conheço nenhum dos dois, nem me recordo de os “sentir” por aqui… No entanto,  como a Isabel, também eu gostei muito  desta história…

Fico muito  agradecido aos dois por me darem oportunidade  de a partilhar aqui.

Muito obrigado

arame11_guilherme

Borboletas

As borboletas nunca voltam… Elas passam por aqui esvoaçando, subindo e descendo, como nós o fazemos durante toda a vida. Tal como nós, as borboletas não voltam. Nunca mais voltam! Deixam por aí um rasto imperfeito, visões coloridas como muitos dos nossos sonhos… Fazem um percurso sem destino, saltitante, imperfeito – como nós fazemos sempre que sonhamos e também em cada dia das nossas vidas! Flutuam no ar das primaveras, como nós, e fenecem como flores frescas que chegaram ao fim do seu tempo… Não há mistério na suave e silenciosa passagem de uma borboleta perante os nossos olhos. Nem elas deixam atrás de si um rasto de memórias, ao contrário de nós, que o deixamos, às vezes indecifrável para os outros, outras vezes como uma herança abençoada, uma recordação que perdura nos corações dos que ficam. Mal é quando esse rasto se perde na memória daqueles que, por tradição, se deviam lembrar de que as suas vidas foram o fruto de tantos sacrifícios, como se da forçada libertação de um casulo se tratasse, que a partida é dolorosa… Borboletas, afinal, somos nós todos, num percurso semelhante, comum no pó que nos espera!

Guilherme, 2010

Outros textos neste desafio…

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