Desafio 3 (3) – São e salvo
Mais uma participação. Esta da minha amiga Teresa Pombo de que já falei aqui. Muito obrigado Teresinha…
São e salvo
Quando abriu os olhos, à sua volta era só neblina. Nada. Não conseguia ver nada. Nada distinguia. Nada, a não ser aquela dor aguda no braço direito. “Que me aconteceu?” Foi a custo que se levantou e sustendo-se inclinado, apoiou a mão esquerda sobre o joelho e esticou o braço dorido. Abriu e fechou os olhos uma dezena de vezes. Por fim, lembrou-se: ah, sim, estava na praia. Conseguira puxar o barco e arrancá-lo das ondas naquele fim de tarde agitado. A faina fora curta. Mas não podia arriscar. Despedira-se do Zé Francisco. “Consegues, sozinho?” Deixa-me ir… prometi que se viéssemos cedo ainda comia uma sopa com os pequenos….”. Vai, dissera ele. Afinal, apesar dos seus 70 anos, ainda conseguia puxar o “Maria Papoila” até terra. principalmente em dias como aquele em que a pesca era aquele quase nada. Conseguira, pois! Mas não sem antes se ter magoado no ferro que sustera as redes. Maldito! A dor era forte. Devia ter desmaiado.



By deep, 28 de Fevereiro de 2010 @ 11:14
Parabéns também para a Teresa! Depois dos textos que li, não sei se consigo escrever algum…
By Nenúfar Cor de Rosa, 28 de Fevereiro de 2010 @ 11:31
Uau!! Muitos Parabéns Teresa! Muito bom! Beijinho.
By Teresa Pombo, 28 de Fevereiro de 2010 @ 15:13
Ficou muito bonito mesmo! Obrigada João! É sempre um privilégio responder aos teus desafios. Beijos