Há jantares assim…

Todos guardamos recordações daqueles que foram importantes na nossa vida. Por vezes são apenas flashes, um gesto, uma palavra, uma conversa…

Eu não consigo olhar para o congro que não me lembre dela. Era simplesmente o seu peixe favorito. Um peixe que, durante muito tempo,  chegava pouco àquela pequena aldeia de Trás-os-Montes, perdida na serra de Bornes… Além disso  era  caro. Tão caro que  só se comia, lá em casa, em ocasião de festa.

Lembro-me de os ver pendurados na praça de Mirandela.

Lembro-me  de não sentir nada de particular por este peixe de pele escorregadia e com muita espinha, principalmente nas postas fechadas mais junto da cauda.

Hoje, quando decidia o que seria o meu jantar, em frente à peixaria de um hipermercado, voltei a ver o congro.Nem o facto de não estar pendurado, nem a tabuleta a dizer safio  evitou que pensasse em ti!

Trouxe duas postas e cozi uma delas com dois ovos e batatas. Reguei tudo com azeite, ainda daquele que o Adolfo me deu (sim, esse que também será teu amigo para sempre e foi por isso que me deu o azeite, quando o GPS me levou à sua porta por acaso).

Mesmo cozinhado por mim, estava óptimo!

Hoje, enquanto jantava, senti-me menos só.

Hoje jantaste comigo,

obrigado pela companhia…

Jantarei congro, contigo, mais vezes!

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1 Comentário

  • By ccf, 9 de Novembro de 2009 @ 23:59

    Também tu tens histórias bonitas, tão bonitas :)
    ~CC~

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