Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Carlos Drummond de Andrade



By deep, 23 de Setembro de 2009 @ 21:58
Conheço este poema de outros tempos, das aulas de Literatura Brasileira. Nunca mais o esqueci e, de vez em quando, ainda o digo… aliás também anda pelo Letras!
Que boa lembrança.
Um abraço.
By deep, 23 de Setembro de 2009 @ 22:04
Ocorreu-me entretanto uma quadra do mesmo autor que digo muitas vezes:
“Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.”
By jvt, 25 de Setembro de 2009 @ 12:00
Olá Deep,
Eu que não estudei literatura só agora encontrei os versos na net… Mas gosto do sentido de humor do autor… Afinal quem melhor se safa é quem não ama ninguém!
By Ana, 26 de Setembro de 2009 @ 14:29
Não sei se é quem melhor se safa. Estou pelo menos convicta que não é quem melhor vive. Passar pela vida sem amar de verdade parece-me uma lacuna grave na conjugação do verbo viver. Mesmo considerando a dor (ou as dores) que muitas vezes vêm no pacote do amor.
By deep, 26 de Setembro de 2009 @ 16:55
Sem dúvida!