Por vezes…
Por vezes levamos meses a perceber que o melhor que podemos fazer a alguém é não fazer nada. Outras levamos anos.
Vivemos na ilusão de que podemos fazer bem a alguém pela nossa presença, pelas nossas palavras, pelos nossos gestos e na realidade essa presença, essas palavras esses gestos não fazem mais que destruir, como o tabaco destrói lentamente os pulmões dos fumadores.
Por vezes demoramos tempo demais a perceber que, por muito que tenhamos tentado, não fizemos bem alguém com quem nos cruzamos um dia. Cruzamos-nos simplesmente por mais um erro do destino.
Afinal o velhinho não queria passar a rua, fomos nós que, ao vê-lo no passeio a olhar o outro lado da estrada, julgamos saber o caminho por ele.
Mas, com o tempo, todos aprendemos um dia que o bem e o mal andam muitas vezes tão juntos que mal os conseguimos distinguir. O que nos faz mal num determinado momento poderá fazer-nos bem a longo prazo… Infelizmente o inversos também é, muitas vezes, verdadeiro e então percebemos que, por vezes, não fazer nada é o melhor que podemos fazer.
Bom domingo


