Escravatura do séc. XXI

Vejo o Jornal da Noite, na SIC, e não posso deixar de sentir um grito de revolta. Foi desmontada mais uma rede de prostituição em Espanha (não por ter sido desmontada… por existir, claro!).

Ouvimos cada vez mais falar, no séc XXI,  de conceitos que julgávamos do passado: escravatura e pirataria.

Na reportagem contam-se dois casos. Mulheres que confiaram nos namorados, partem com eles e, horas depois, vêm-se enroladas em redes de prostituição onde passam a vender o corpo, a ser autênticas escravas. Uma consegue libertar-se ao fim de 10 dias, graças ao acaso de uma busca policial; a outra apenas ao fim de 6 meses. Para trás, nas vidas destas mulheres, ficam histórias de terror, de humilhação de tudo o que pode envergonhar o ser humano.

Pergunto como foi possível ninguém dar pela falta destas mulheres? Um inspector explica que os angariadores escolhem, preferencialmente, mulheres  sós e de maior idade.

Um dos casos começou numa discoteca, em Lisboa. Um encontro de uma noite seguido de uma ida a Espanha para desempanar um amigo… O resto é um pesadelo, uma história de terror. A outra partiu com o namorado para o Porto e a meio caminho viu-se seguir em direcção a Espanha… Três anos de pena suspensa para esse namorado que fez o mesmo a duas mulheres. Acho pouco, acho pouco para quem engana, para quem ilude e engana. Quanto ganharia com o negócio? Por quanto venderia a confiança da namorada?

Lembro-me de conselhos que leio sobre segurança nas redes de comunicação. Como cada vez mais os jovens e menos jovens se envolvem com “pseudo-amigos”, como partilham fotos, segredos… vidas. Receio pelos meus filhos que, como tantos outros, prolongam o real envolvendo-se nos bits das redes.

Sempre houve exploração sempre houve escravatura… Esperemos  que não haja para sempre e que as tecnologias e o engenho do Homem sirvam mais para contrariar estes podres na sociedade que para os agravar!

Related Posts with Thumbnails

3 Comentários

  • By Luísa, 13 de Setembro de 2009 @ 23:23

    Hoje está um pouco mórbido (tirando o Cohen de quem também gosto).
    Mas acho que esta notícia acaba por se relacionar com a outra. A solidão em que se está faz com que se morra e ninguém se aperceba, faz com que se caia no conto do vigário de um malandro qualquer (representantes máximos da falta de valores), seja ele real seja ele do mundo cibernético.
    Acho que o mundo anda de tal forma transtornado que não sabe o que faz. A partilha de segredos na net é tão absurda que assusta. Não entendo como é que um pai coloca todos os seus dados todos, a sua rotina toda e ainda coloca a foto da filha recém nascida. Não percebo como é que os pais não controlam minimamente o que os filhos fazem (e não venham com falta de tempo que a minha mãe era uma mulher muuuuito ocupada, mas tinha-nos sempre debaixo de olho, em tudo, não escapava nada). Entre muitas outras coisas que não percebo.
    Por vezes o mundo cibernético é bom. Podemos comunicar com os amigos, com desconhecidos (como eu a comunicar consigo), até serve para evitar tragédias em escolas (há uns meses li, se bem me lembro das nacionalidades, que uma australiana evitou uma tragédia numa escola na Inglaterra). Mas, sinceramente e muito infelizmente, se os pais não estiverem atentos aos miúdos e se os utlizadores mais velhos não pararem para pensar um pouco… acho que a internet vai tornar-se numa arma de destruiçao tão poderosa como uma bomba atómica.

  • By jvt, 14 de Setembro de 2009 @ 10:06

    Pois Luísa… Há dias assim, só reparamos nas coisas nas coisas más da vida!

    Melhores dias virão..

    Abraço
    João

  • By Arispe, 15 de Setembro de 2009 @ 4:18

    Pois Luísa… Há dias assim, só reparamos nas coisas nas coisas más da vida!

    Melhores dias virão..

    Abraço
    João…

Other Links to this Post

RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI

Tema alterado a partir de uma proposta de WordPress Themes