datetime 12 de Março de 2010 0:05

Desafio 3 (15) – Um passo de ballet

O texto de hoje foi escrita pela parceira… Durante um ano a CristinaGS escreveu também por aqui onde ninguém a lia… Tínhamos, nesses tempo esta parceria, que envolvia também a ~CC~  e, como velhos hábitos não se perdem, mesmo depois de me abandonarem e criarem os seus próprios espaços continuo a vê-las como parceiras e sobretudo como amigas. Gosto de parcerias e de amizades…. Quanto ao texto, embora sacado a ferros, fico lindo, como sempre, parceira!

arame15_cristina

Um passo de ballet

Olhavam-se de longe com medo de se aproximarem. Hirtos, inflexíveis, muito dignos no seu orgulho solitário. Todos os dias o ritual se repetia. Olhavam-se demoradamente. Atracção irresistível. Imperceptivelmente deslocavam-se um pouco cada dia. Jurariam que não se tinham mexido e atribuiriam sempre o movimento de aproximação ao movimento de rotação da Terra. Uma qualquer microplaca tectónica que se movia sob os seus pés. Pequenos terramotos interiores. Assim, sem se darem conta cada vez mais próximos. Um jogo jogado durante algum tempo. Um dia tocaram-se de leve com as pontas dos dedos e, de imediato os corpos se enlaçaram numa suave dança. Os sentidos despertos. O coração a transbordar depois de tanta contenção. Conheciam ambos a fragilidade do amor. De quantos (des)equilíbrios é feito. No fio da navalha. Um passo de ballet: grand jeté.

CristinaGS (A poeira dos dias)

Outros textos neste desafio…

datetime 11 de Março de 2010 21:12

Quero Que Vá Tudo Pro Inferno, Roberto Carlos

datetime 18:29

Fotos que gostava de ter tirado (65)

fqgttPorque nunca é tarde para fazermos aquilo que gostamos!

Esta senhora, de 69 anos, foi um dia à discoteca com o neto e resolveu tornar-se disc jockey…

Créditos: REUTERS/Philippe Wojazer
datetime 0:05

Desafio 3 (14) – Coroa de Espinhos

Mais um texto,   enviado também pela Isabel mas agora da sua autoria. Um texto comovente que nos alerta para um problema bem real, muitas vezes associado ao envelhecimento.

Muito obrigado Isabel

arame14_isabel

COROA DE ESPINHOS
O dramático destino dos doentes de Alzheimer é uma verdadeira “morte em vida”, que os priva, num percurso de muitos anos, da sua própria alma, encarcerada numa teia de arame farpado que, qual coroa de espinhos, vai apertando, cada vez mais, cravando nela profundamente os seus nós e espigões, esvaziando-a de todo o seu sentido, até a deixar ali exangue, ferida de morte, à espera do último golpe de misericórdia.
(Este texto já é de minha autoria e insere-se numa crónica “As Borboletas Nunca Voltam – Crónica de Uma Demência”)

Coroa de espinhos

O dramático destino dos doentes de Alzheimer é uma verdadeira “morte em vida”, que os priva, num percurso de muitos anos, da sua própria alma, encarcerada numa teia de arame farpado que, qual coroa de espinhos, vai apertando, cada vez mais, cravando nela profundamente os seus nós e espigões, esvaziando-a de todo o seu sentido, até a deixar ali exangue, ferida de morte, à espera do último golpe de misericórdia.

Isabel
(Este texto insere-se na crónica “As Borboletas Nunca Voltam – Crónica de Uma Demência”)

Outros textos neste desafio…

datetime 10 de Março de 2010 22:02

La vie en rose, Louis Armstrong

datetime 20:18

Fotos que ninguém deveria poder tirar (15)

fqndptPorque há jogos de que não deveriam ficar recordações…

Créditos: REUTERS/Eddie Keogh
datetime 13:00

Fotos que ninguém deveria poder tirar (14)

tibet-10100nf3Porque estão tristes…
As crianças deveriam ser proibidas de ficar tristes!

Créditos: Steve Mccurry
datetime 0:05

Desafio 3 (12) – Prisões

Confesso que este arame também a mim me faz lembrar prisões.  Não conheço  o Carlos, mas sei que veio aqui parar vindo de um Novo Mundo e que tem um blogue chamado THE CAT SCATS

Obrigado pelo texto Carlos, volte sempre…
arame12_carlos

Prisões

Arames farpados lembram-me sempre prisões, reais ou imaginárias. As reais, porventura, já nem os utilizam, pois o nosso admirável mundo novo tem formas mais sofisticadas de nos prender; e as imaginárias, enfim, nunca são imaginárias, porque se nos sentimos presos, efectivamente, estamos presos. Mas os arames farpados, cedo ou tarde, enferrujam, e é nessa altura que, se ainda tivermos forças, nos libertamos. Libertamo-nos, sim, porque o homem não foi concebido para estar preso – afinal, não é pela liberdade, acima de todas as coisas, que temos lutado e caminhado desde o início dos tempos.

Carlos Azevedo (THE CAT SCATS)

Outros textos neste desafio…

datetime 9 de Março de 2010 20:37

Je ne sais pas, Joyce Jonathan

datetime 20:32

Anoitece…

ceu_igreja

Tema alterado a partir de uma proposta de WordPress Themes