De fios e pó
De fios e pó
Apenas uns grãos de pó
e fios desfeitos
É o que parece que sobra de nós
Ou dos nós que fizemos.
Esquecer que os fios são corda forte
E que o pó já foi terra e chão seguro
Sentir que nos escapa das mãos
O sonho que sonhámos juntos.
Sentir que há algo que tudo une
E que me une a mim mesma
Me faz toda, única, una, junta e forte
Forte, segura, pó e terra, fio e corda
Lágrima e sorriso
Sonho e vida.
Saber que a corda mais forte
É a que faço da minha vida
E que o chão mais seguro
É o que vou pisando
Dia após dia.
Tess, 06.02.2010
A foto é minha, uma corda esquecida na Caparica, as palavras são da Teresa.
Tudo de ontem.
Obrigado amiga!
Encontros
Tinha marcado na agenda para não me esquecer. Hoje a Isabela Figueiredo apresentava o seu livro no Fórum Almada. Foi por essa razão que rumei à Caparica. Aproveitaria o sol da tarde e, às 18:00, iria receber o meu autógrafo…
Cheguei às 18:20 ao café da FNAC. Meia dúzia de pessoas na plateia e a Isabela, com mais uma ou duas numa mesa, à frente. Reconheço-a logo, embora nunca a tivesse visto!
Espero um pouco que comece, isto atrasa-se sempre um pouco, penso… Nada! E a escritora levanta-se para ir embora… Pergunto à senhora a meu lado se já começou… Diz-me que sim, às 16:00!
Levanto-me e vou ter com ela:
-Sou o João, do Ninguém lê, ainda há tempo para assinar uns livros?
Que sim, claro!
Vou comprar o meu e da ~CC~, que me tinha feito a encomenda, e volto. A Isabela ainda está lá.
Assina os livros e eu conto-lhe porque se chama este blogue assim e como ia tendo que mudar de nome quando duas amigas escreveram por aqui… Diz-me que não é verdade que não seja lido, ela própria já veio cá (finjo acreditar)…
Falamos um pouco, sobre o que faço e se a reconheci… Que sim, digo eu, não mudou muito desde que tirou a foto da capa do livro (já teve momentos melhores, diz-me uma amiga da Isabela). Não desarmo e continuo:
- Parabéns, tem vendido bem, já vai na 2ª edição….
- Na terceira, corrige-me!
Definitivamente, não estou nos meus dias. Vou espreitar a secção de informática!
Gostei de te conhecer Isabela, vou ler as tuas memórias de África…
Sabes que também guardo algumas? Mas as minhas são de França.
(Re)Encontros 2
Passeava pelo paredão da Costa da Caparica com a máquina a tiracolo. Olhava para a praia e para as pessoas que apanhavam sol até que reparo num olhar que fixa também o meu mais que os outros. Depois um sorriso. Pergunto se nos conhecemos… Sim, de um curso de formação o ano passado… Não sei que dizer, a cara não me é estranha mas não reconheci a colega… Falámos um pouco e sigo caminho…. A colega não me sai da cabeça, como pude esquecer a cara (bonita)…. Na volta reencontro-a, prepara-se para molhar os pés na água com uma criança…
Sorrio e pergunto-lhe:
- É professora de Educação Física, não é?
- Sou…
- Já sei porque não me lembrava de si…. Hoje está à civil!
(Re)Encontros
Há pessoas que vimos poucas vezes e, no entanto, sabemos, sem perceber muito bem porquê, que são nossas amigas. Tenho essa sensação em relação à Teresa. Encontramos-nos poucas vezes presencialmente. Quando hoje me disse que a primeira dessas vezes foi quando organizamos um encontro sobre blogues educativos nem queria acreditar! Conheço a Teresa desde sempre… deveríamos ter ambos 15 anos ou menos ainda! Não fazia ideia que o primeiro encontro presencial tivesse sido tão tarde. Juraria que fomos colegas de carteira no 10º ano e que passamos tardes a conversar!..
No entanto, segundo ela, o encontro foi apenas em Março de 2007. Estava grávida do seu filhote mas aceitou o desafio de, juntamente com outras duas Teresas, falar do modo como utilizava um blogue para ajudar os seus alunos a aprender mais e melhor…
Lembro-me de a reencontrar no Scartch day do ano passado e de, logo ali, a desafiar a participar no ArTICular. Aceitou e revimos-nos nesse dois dias… Resumindo, estivemos juntos 3 ou 4 vezes e parece que a conheço desde sempre. Não é difícil conhecer a Teresa, diga-se de passagem. Tem um gosto enorme pela partilha e a rede está cheia de experiências e materiais dela…
Sabia que vivia perto da Caparica e desafiei-a para um café…
Só podia ao fim da tarde e eu tinha hora marcada para ir embora… Ainda nos vimos e tomei um café na sua companhia… Falámos como se nos conhecesse-mos desde sempre e se nos tivéssemos visto a semana passada…. Não sei explicar o que tem de especial, no entanto, entre muitas qualidades sentimos desde o primeiro minuto que a Teresa é uma boa amiga!
Ficou a promessa de um café mais longo (como os que se tomam em Espanha…) e um almoço de choco frito que lhe devo… Não sei quando acontecerá um e outro mas, com a Teresa, sermos amigos não depende do número de vezes que nos vemos!
Gostei de te ver…
Et dans 150 ans, Raphael
Vivemos a vida com medo do amanhã,
Não somos felizes hoje com medo de sofrer depois
E ,no entanto…
… dans 150 ans, on s’en souviendra pas
De ta première ride, de nos mauvais choix,
De la vie qui nous baise, de tous ces marchands d’armes,
Des types qui votent les lois là bas au gouvernement,
De ce monde qui pousse, de ce monde qui crie,
Du temps qui avance, de la mélancolie,
La chaleur des baisers et cette pluie qui coule,
Et de l’amour blessé et de tout ce qu’on nous roule,
Alors souris.
Sol da Caparica, Peste e sida
Aqui vou eu, aqui vou eu…
E à tarde ainda trago o autógrafo da Isabela!
Até já!








